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Encontro de Natal e festa de réveillon: A importância de se ver após a pandemia

Ir além do modo automático pode criar reuniões mais memoráveis e menos tensas, dizem especialistas

23 dez 2022 - 15h10
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Qual seu plano para o Natal? Vai reunir a família toda em uma grande celebração? Ou talvez faça algo mais intimista, apenas com os familiares mais próximos. Há quem prefira se encontrar na noite do dia 24, no almoço do dia 25 ou mesmo com antecedência, em uma data que seja mais fácil para encaixar as agendas de todos os convidados. Pode ser, no entanto, que esse encontro seja quase automático, que se repita apenas pela tradição. Talvez seja o momento de perguntar: qual o verdadeiro propósito dessa reunião? O que queremos com ela?

"Os anfitriões comuns se concentram em fazer tudo dar certo: a comida, as flores e a mesa posta. Mas deixam as interações à mercê, ao acaso", afirma a pesquisadora Priya Parker, especialista em resolução de conflitos e autora do livro A Arte dos Encontros (Ed. Objetiva, R$ 79,90). "Assumindo que o propósito é óbvio, avançamos depressa para a forma. O que não só leva a reuniões enfadonhas e repetitivas, como também deixa escapar a oportunidade de abraçar nossas necessidades. A sua reunião deveria ser específica para você."

Na casa dos Bonometti o Natal sempre foi coisa séria. A reunião começava na manhã do dia 24, com preparações de comida, como carne assada, passava pela missa, e terminava na madrugada do dia 25 com a festa em família. "Um clima muito gostoso", conta a confeiteira Luciana Bonometti, de 33 anos. Este ano, a festa foi antecipada, em 27 de novembro, para reunir a família toda, como não faziam desde antes da pandemia. Embora o encontro não tenha sido na véspera de Natal por causa da logística familiar, teve direito a todas as tradições natalinas, incluindo quitutes e afetos - algo que, para Luciana, foi essencial.

"O período de isolamento foi muito difícil para mim porque ninguém me viu grávida da Laura (que hoje já tem 1 ano e dez meses) e isso é uma coisa que me emociona até hoje. É um momento que você quer que as pessoas façam parte, você quer dividir e não pode", desabafa. "Por isso esse ano foi tão especial. Meu tio do Recife conheceu minha filha, meu outro filho aproveitou com os primos, algo que é super importante para criar essas memórias de Natal, né? Reviver esses momentos e estar perto das pessoas que eu amo é muito especial."

Para ela, o verdadeiro objetivo do Natal é compartilhar histórias da família. "Nós honramos nossa história até aqui, valorizamos nossos descendentes da Itália e deixamos isso vivo para as próximas gerações", diz.

Estadão
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