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Efeito da radiação do celular na fertilidade ainda é incerto

29 jun 2012 - 09h18
(atualizado às 19h15)
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Já são 6 bilhões de aparelhos celulares no mundo, segundo a União Internacional de Telecomunicações (UIT). Apenas 1 bilhão a menos que o número de pessoas no planeta. Embora esteja sempre presente no bolso ou no ouvido de muita gente, há um lado que poucos pensam: a radiação transmitida por ele e seus efeitos sobre o organismo.

Cientistas estudam efeitos da radiação de celulares no organismo e na fertilidade. O que não significa que é hora de jogá-lo fora, uma vez que não há nenhum trabalho conclusivo sobre o assunto
Cientistas estudam efeitos da radiação de celulares no organismo e na fertilidade. O que não significa que é hora de jogá-lo fora, uma vez que não há nenhum trabalho conclusivo sobre o assunto
Foto: Dreamstime / Terra


Pesquisadores da Cleveland Clinic Foundation, nos Estados Unidos, analisaram o esperma de 364 homens em tratamento para fertilidade em hospitais em Mumbai, na Índia. Segundo a análise, aqueles que falavam mais de quatro horas por dia ao celular apresentavam menor quantidade e qualidade de espermatozoides.



A hipótese é de que a radiação transmitida pelos aparelhos poderia afetar a produção de espermatozoides. Um estudo da Universidade de Szeged, na Hungria, apontou que deixar o celular no bolso ou outro local próximo ao testículo pode diminuir a contagem de espermatozoides em 30%. Já uma pesquisa da Universidade de Queens, no Canadá, mostrou que os homens que faziam uso de telefones móveis apresentavam menor nível do hormônio luteinizante (LH), que estimula a testosterona. Esse hormônio está relacionado à produção de espermatozoides e é secretado pela hipófise, localizada na base do cérebro.



Dificuldade de análise

Embora esses estudos apontem possíveis efeitos da radiação dos aparelhos celulares, é difícil afirmar que as causas estejam relacionadas especificamente a ela. "As pessoas que usam mais o celular também trabalham e estudam mais, são mais estressadas, comem e dormem menos. Então será que o que causa é o celular ou a vida mais agitada?", questiona Paulo Gallo, diretor médico do Vida, Centro de Fertilidade, da Rede D'Or, do Rio de Janeiro.



Uma série de estudos iniciados na década de 90 e conduzidos por Marcelo Sampaio de Alencar, da Universidade Federal de Campina Grande (UFCG) e presidente do Instituto de Estudos Avançados em Telecomunicações, analisou os efeitos do aparelho em ratos de laboratório. "Havia no início suspeita, porque alguns ratos apresentaram problemas de fecundidade", conta Marcelo. Foram realizados testes para detectar alterações fisiológicas, como na produção de espermatozoides ou óvulos. "Não foi detectado um motivo específico. Não houve uma relação de causa e efeito com a radiação do celular", afirma. Ele explica que a radiação do celular provavelmente seja baixa demais para provocar algum problema.



Poucos e recentes estudos

Por ser uma tecnologia nova, os poucos estudos que existem sobre o assunto não podem ser considerados conclusivos. "Não há ainda como dizer se a radiação dos celulares teria efeito a longo prazo nos seres humanos", diz Marcelo.



Paulo acredita que faltam mais pesquisas que confirmem as já existentes. "Esses estudos são isolados e carecem de outros estudos para confirmar. Devemos tomar cuidados e evitar falar demais ao celular. Mas não dá para dizer que pode dar problemas de fertilidade", acredita.



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Fonte: Cross Content
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