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Donos de bares e restaurantes estimam a demissão de 20 mil

Entidades criticaram o governo do Estado e dizem que o setor não é responsável pela alta nos casos de covid-19

23 jan 2021
05h10
atualizado às 08h44
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Donos de bares e restaurantes e entidades que representam o setor, além de atividades do turismo e empresários da noite, criticaram as novas medidas de restrição à circulação adotadas pelo governo de São Paulo para frear o novo crescimento de casos de covid-19 no Estado. A Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel) afirma que 20 mil postos de trabalho devem ser fechados com a medida. Pelo menos 50 comerciantes protestaram na porta do Palácio dos Bandeirantes, sede do governo paulista.

Placa de bar fechado na região da Vila Madalena, em São Paulo
Placa de bar fechado na região da Vila Madalena, em São Paulo
Foto: Ronaldo Silva / Futura Press

As entidades argumentam que vinham cumprindo protocolos de segurança para evitar a propagação da doença - embora a média móvel (a média dos sete dias anteriores) de casos nesta semana, que chegou a 11,7 mil novos casos por dia, tenha sido a maior de toda a pandemia, iniciada em março do ano passado.

"Não contribuímos para a progressão da pandemia. Qualquer cidadão que frequenta restaurantes e bares que cumprem os protocolos, sabe disso", disse por nota o presidente da Abrasel, Percival Maricato. Na nota, a entidade argumenta que o fechamento dos bares estimula a ocorrência de festas clandestinas, onde não há seguimento de protocolos de segurança. A Abrasel afirma que 50 mil estabelecimentos já se fecharam no Estado desde o começo da crise.

A Associação Nacional de Restaurantes (ANR) destacou ainda que 84 mil pessoas apenas do setor de bares e restaurantes já perderam seus empregos. "Ao fechar nos fins de semana e feriados, o setor aumenta ainda mais seus prejuízos, principalmente com o fim da lei federal que permitia, em 2020, a suspensão de contratos e redução de jornadas", informa nota da associação.

A ANR disse, na mesma nota, que reconhece as ações do governo paulista para obter vacinas contra a covid-19. "Mas não é mais possível suportar tamanha insensibilidade com o setor, com a aplicação de medidas ainda mais restritivas, quando se percebe que a real razão do aumento de casos, segundo os mais renomados infectologistas do país, são as praias lotadas no verão e as festas clandestinas ", informa o texto.

O presidente da Associação da Noite e Entretenimento Paulista (ANEP), Beto Lago, também destacou que os empresários do setor vinham seguindo os protocolos sanitários para evitar a propagação da doença. "Mais uma vez o governo do Estado penaliza e marginaliza o pequeno e médio empreendedor do Turismo e Entretenimento paulista, área fundamental no futuro do desenvolvimento econômico de São Paulo. O recente fechamento da Ford, aliás, evidencia a 'desindustrialização' cada vez maior do Estado. A fase vermelha deveria ser aplicada a todos os setores e não, de novo, penalizar o empresário sério e que segue os protocolos sanitários."

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