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Antibióticos não são efetivos na cura da tosse infantil, diz estudo

24 out 2012 - 21h04
(atualizado às 21h04)
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Um novo estudo sugere que antibióticos não são efetivos para tratar tosse infantil causada por gripe. A pesquisa mostrou que quando os antibióticos sozinhos apresentam menos percentual de resolução, se comparados ao tratamento combinado a antitussínicos.  As informações são do American College of Chest Physicians. “Em nossa experiência, os antibióticos são prescritos com frequência para tratar a tosse infantil, muitas vezes para acalmar o paciente”, disse o autor do estudo, Francesco de Blasio, do Clinic Center Private Hospital, de Nápoles, na Itália.

Especialista alerta que o uso de antibióticos como tratamento para tosse sem suspeita de infecção é desnecessário e pode ser prejudicial
Especialista alerta que o uso de antibióticos como tratamento para tosse sem suspeita de infecção é desnecessário e pode ser prejudicial
Foto: Getty Images

Para entender como os antibióticos são usados em uma rotina clínica pediátrica, pesquisadores da University  of Bologna e do Dompé SPA, na Itália, observaram o tratamento e o resultado de 305 crianças, que buscaram ajuda médica com quadro de tosse aguda causada pela gripe. Entre elas, 89 receberam apenas antibióticos; parao outras 38 foi prescrita uma combinação de antibióticos e antitussínicos - de ação central (codeína e cloperastina) em 16 casos e periférica (levodropropizina) em 22; 44 receberam apenas antitussínicos com atuação central; 79 apenas perimetral, sem antibióticos; e, por fim, 55 não receberam medicação.

Os resultados da observação não mostraram diferenças entre a porcentagem de cura da tosse entre crianças tratadas com antitussínicos e as que receberam a combinação entre estes e antibióticos. Por outro lado, crianças tratadas apenas com antibióticos tiveram uma porcentagem baixa de cura quando comparadas às que receberam apenas os antitussínicos. Além disso, o uso dos medicamentos com ação periférica (levodropropizina) mostrou um benefício significativo quando comparados aos de ação central – 47% contra 28%.

Os resultados  apoiam as diretrizes do American College of Chest Physicicans para o diagnóstico e tratamento da tosse, publicadas no jornal Chest em 2006, que recomenda o uso de antitussínicos com ação periférica para certos tipos de tosse. Embora os antibióticos possam não ser uma terapia efetiva, eles podem ser úteis em tratamento de infecções subjacentes que podem produzir a tosse. Mas Blasio adverte que os antibióticos não devem ser usados demasiadamente.

“O uso de antibióticos como tratamento para tosse sem suspeita de infecção é desnecessário e pode ser prejudicial”, pontuou. "Ainda, o uso repetido de antibióticos, especialmente quando eles são ineficazes, podem conduzir a reações alérgicas adversas ou à resistência aos medicamentos", afirmou o autor do estudo. Ele acrescentou que, dependendo da causa da tosse, um profissional pode recomendar outras opções de tratamento. 

Fonte: Terra
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