Consumo de ultraprocessados prejudica saúde dos músculos, aponta estudo
Ultraprocessados podem prejudicar sua saúde muscular, revela estudo. Entenda os riscos e proteja seus músculos agora!
Uma pesquisa publicada na revista Radiology revelou que dietas ricas em ultraprocessados, como refrigerantes e fast food, podem aumentar a gordura muscular, afetando a saúde musculoesquelética. O estudo aponta que esse acúmulo compromete a força muscular e pode levar a problemas como osteoartrite e risco cardiovascular. Mudanças na dieta e exercícios são recomendados. 🥗💪
Comer demais alimentos ultraprocessados pode comprometer a saúde muscular, segundo nova pesquisa publicada na revista Radiology. O estudo revela um efeito pouco conhecido desses alimentos no corpo.
Salgadinhos, refrigerantes e fast food já compõem a maior parte das calorias consumidas por muitas pessoas. Os efeitos negativos na saúde do coração e no risco de diabetes já são bem estabelecidos pela ciência.
Como ultraprocessados afetam a saúde muscular
"O que não é tão conhecido é que a dieta também tem um impacto significativo na saúde musculoesquelética", afirma o Dr. Thomas Link, chefe da seção de imagem musculoesquelética da Universidade da Califórnia em San Francisco, em entrevista à NBC.
Os músculos armazenam gordura de duas formas. Uma delas ocorre em "estrias" entre os músculos saudáveis, chamada de gordura intermuscular.
A outra forma acontece em gotículas dentro das próprias fibras musculares, conhecida como gordura intramuscular. Todo mundo tem um pouco dos dois tipos, independentemente do peso ou capacidade física.
Segundo Christopher Fry, codiretor do Centro de Biologia Muscular da Universidade de Kentucky, atletas extremos raramente apresentam estrias espessas de gordura intermuscular. "Todo mundo tinha um pouco de gordura entre os músculos, mas qualquer expansão não é boa", explica à NBC.
Fry resume a diferença com uma analogia simples: "queremos um contrafilé, não uma costela", referindo-se a cortes de carne mais magros versus mais marmorizados.
Pesquisa relaciona dieta e gordura muscular
Para estudar esse efeito, Link e sua equipe analisaram dados de 615 pessoas com idade média de 60 anos. Todos participavam da Osteoarthritis Initiative, do Instituto Nacional de Artrite e Doenças Musculoesqueléticas e de Pele.
Níveis mais altos de gordura intermuscular são fator de risco para osteoartrite no joelho, segundo Link. O acúmulo de gordura muda a estrutura muscular e altera como os músculos exercem força.
Isso afeta como os joelhos absorvem o impacto do movimento das pernas, podendo degradar a cartilagem, explica Fry. Os pesquisadores analisaram o índice de massa corporal, a alimentação e ressonâncias magnéticas das coxas dos participantes.
No total, 65% dos participantes estavam com sobrepeso e 24% tinham obesidade. Ainda assim, as ressonâncias revelaram algo importante além do peso corporal.
Independentemente do IMC, das calorias consumidas ou do nível de exercício, pessoas com dietas ricas em ultraprocessados tinham mais gordura entre os músculos. "Pensamos que talvez fosse apenas obesidade ou gordura abdominal. Mas era mais do que isso", conta Link.
O que isso significa para quem busca saúde muscular
Ainda são necessárias mais pesquisas para estabelecer uma relação direta de causa e efeito. Por ora, os cientistas sabem que proteína, ômega-3 e ferro são essenciais para manter a musculatura saudável.
Alimentos ultraprocessados costumam ser ricos em calorias, porém pobres em vitaminas e nutrientes importantes para os músculos. Isso cria um cenário desfavorável para quem busca preservar a massa muscular ao longo dos anos.
A Dra. Tamiko Katsumoto, professora clínica de imunologia e reumatologia na Universidade Stanford, alerta que esse fenômeno provavelmente não se limita às coxas. "A função e estabilidade do joelho vêm de ter músculos das pernas fortes. Mas quando outros músculos armazenam gordura, isso pode causar outros problemas também", afirma.
Um estudo publicado no ano anterior encontrou uma relação preocupante: cada aumento de 1% na gordura muscular elevou em 7% o risco cardiovascular. Outras pesquisas também associaram mais gordura intramuscular a maior risco de diabetes tipo 2.
Os cientistas ainda investigam o motivo exato, mas Link aponta uma possível explicação. Músculos com mais gordura liberam moléculas inflamatórias, incluindo citocinas, que podem causar problemas de saúde adicionais.
A boa notícia é que esse acúmulo de gordura pode ser revertido. Isso exige comer mais alimentos integrais e menos ultraprocessados, além de aumentar o exercício físico para preservar a massa muscular durante a perda de gordura.
"Escolhas alimentares habituais influenciam a saúde e a longevidade dos nossos músculos", conclui Fry.
Checklist para proteger a saúde muscular
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Reduza o consumo de alimentos ultraprocessados no dia a dia.
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Priorize alimentos integrais e minimamente processados nas refeições.
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Garanta ingestão adequada de proteína para manter a musculatura.
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Inclua fontes de ômega-3 e ferro na alimentação semanal.
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Combine mudanças na dieta com exercício físico regular.
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Tenha paciência: a reversão da gordura muscular exige tempo e consistência.
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Consulte um profissional de saúde antes de mudanças alimentares drásticas.
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