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Consumo de carne pode diminuir o risco de Alzheimer me pessoas com predisposição genética

13 out 2026 - 13h00
(atualizado às 13h02)
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Resumo
Estudo do Instituto Karolinska revelou que o consumo de carne pode atenuar o risco de Alzheimer em idosos com predisposição genética ligada ao alelo APOE4. A pesquisa, que acompanhou 2.157 adultos por até 15 anos, mostrou que indivíduos com as variantes APOE 3/4 e 4/4 que ingeriam menos carne tinham o dobro do risco de demência. Já entre os que consumiam cerca de 870 gramas semanais, especialmente de carne não processada, não houve aumento do risco de declínio cognitivo.

13 de outubro de 2026 (Bibliomed). O alelo APOE4 é o fator de risco mais forte para o desenvolvimento da doença de Alzheimer. Isso significa que pessoas com essa variante genética são mais predispostas a desenvolver Alzheimer.

Agora, estudo realizado no Instituto Karolinska, na Suécia, mostrou que pessoas com essa alteração genética podem diminuir o risco de desenvolver a doença se aumentarem o consumo de carne.

O estudo envolveu dados de 2.157 adultos com mais de 60 anos residentes em Estocolmo, na Suécia. Esses dados foram provenientes de uma estudo nacional sobre envelhecimento e cuidados que acompanhou os voluntários por até 15 anos.

Cada participante era avaliado a cada 6 anos até completar 78 anos. Após essa idade, os acompanhamentos eram realizados a cada 3 anos. Em cada avaliação, os participantes relatavam o consumo de carne no ano anterior, a proporção de carne processada em relação ao total consumido, e a quantidade de carne vermelha consumida em relação a carne de aves.

Os pesquisadores buscaram os diagnósticos de demência, bem como dados que mostrassem como o funcionamento cognitivo mudava ao longo do tempo. Outra variável importante foi a presença ou não de variantes genéticas específicas, APOE 3/4 e APOE 4/4.

Os resultados mostraram que o declínio cognitivo e a prevalência de demência entre pessoas com as variantes genéticas APOE 3/4 e 4/4 pareciam ser atenuados pela quantidade de carne consumida. Entre as pessoas que consumiam menos carne, aquelas com as variantes APOE 3/4 e 4/4 apresentaram mais que o dobro do risco de demência em comparação com aquelas sem essas variantes. Não houve aumento no risco de demência ou declínio cognitivo entre as pessoas com essas variantes genéticas que consumiam mais carne.

Os pesquisadores classificaram como tendo o maior consumo de carne ingeria cerca de 870 gramas de carne por semana. O tipo de carne consumida também teve impacto nos resultados, com maior consumo de carne não processada como sendo associada a menor mortalidade entre pessoas com variantes genéticas APOE.

Fonte: JAMA Network Open. DOI: 10.1001/jamanetworkopen.2026.6489.

Boa Saúde
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