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Como evitar que a frustração no tratamento separe o casal

9 mai 2012 - 09h18
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Um tratamento para engravidar envolve muitos riscos para a saúde psicológica de um casal. Por isso, contar com o acompanhamento de um profissional da área e manter um diálogo aberto com o parceiro são alguns aspectos importantes ao se iniciar o processo.

Ter desejos por coisas em comum fortalece e renova os sentimentos envolvidos em um casamento
Ter desejos por coisas em comum fortalece e renova os sentimentos envolvidos em um casamento
Foto: Dreamstime / Especial para Terra


O primeiro passo para qualquer casal em processo de tratamento é buscar todas as informações disponíveis sobre o assunto. "A maioria dos casais chega cheia de esperanças, desejos e sonhos. A expectativa de uma gravidez pode fazer com que o casal não enxergue as reais possibilidades de um tratamento", diz Fábio Caló, psicólogo e terapeuta de casais do Instituto de Psicologia Aplicada, de Brasília.



Elaborar uma tabela com os diferentes tipos de tratamentos, com os custos de cada um, listar as clínicas de reprodução humana, além de conversar sobre a atitude do casal se o tratamento não der certo são algumas medidas que podem ajudar nesse início. Porém, uma das etapas mais importantes é buscar a ajuda de um profissional de psicologia.



Ajuda profissional

A maioria dos casais busca ajuda profissional somente quando o relacionamento já apresenta problemas e a relação está desgastada pelas frustrações. O ideal é fazer a listinha para saber exatamente a origem do problema e procurar ajuda antes de qualquer decisão. Às vezes, o simples fato de colocar no papel todos os aspectos que envolvem um tratamento para engravidar pode fazer com que o casal tenha uma visão mais distanciada e objetiva do processo pelo qual vai passar.



Se o tratamento não der certo, o casal entra em uma nova fase. O psicólogo explica que é normal passar por um período de frustração e depressão para, depois, conseguir se apoiar mutuamente. Cada um tem o seu tempo de superação do fato e isso não tem nada a ver com o tamanho do desejo da pessoa de ser pai ou mãe.



Passado o período de tristeza, o passo seguinte é a busca da aceitação da atual condição que o casal se encontra. Isso tem um custo emocional muito grande, segundo o especialista. Mas é nessa fase que ele pode decidir por desistir ou seguir adiante, realizando novas tentativas de fertilização assistida, ou ainda adotar uma criança ou manter-se como uma família sem filhos.



Projetos em comum

O psicólogo atenta para um erro comum em alguns relacionamentos: "um casal deve começar um casamento pela confluência de vários projetos de vida". Quando o único plano em comum é ter um bebê, as frustrações vão se tornando muito mais difícil de serem superadas com o tempo. Se os filhos não vêm, todos os outros planos deixam de fazer sentido. E o casamento desmorona.



Uma vida conjugal tranquila ocorre quando ambos têm, ao mesmo tempo, projetos próprios e planos compartilhados. Ter desejos por coisas em comum fortalece e renova os sentimentos envolvidos no relacionamento.



A questão do relógio biológico e o desejo de gerar uma vida é algo normal. Mas Caló lembra que é preciso levar em conta também o aspecto sociocultural. "A pressão da família e dos amigos é comum", relembra. "Basta o casal definir o que é melhor para a vida a dois e fazer com que os outros respeitem essa escolha", aconselha.



Fonte: Cross Content
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