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Comer uva todos os dias pode ajudar a proteger a pele do sol?

Comer uva pode ajudar a proteger a pele do sol? Estudo encontrou sinais curiosos sobre como a fruta influencia a resposta da pele ao UV.

20 mai 2026 - 06h00
(atualizado às 06h03)
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Comer uva pode ajudar a proteger a pele do sol
Comer uva pode ajudar a proteger a pele do sol
Foto: SaúdeLAB

Comer uva parece um hábito simples demais para entrar numa conversa sobre pele e sol. Normalmente, quando o assunto é proteção solar, pensamos logo em protetor, chapéu, sombra e evitar os horários de maior radiação.

E tudo isso continua sendo essencial.

Mas um novo estudo levantou uma pergunta curiosa: será que aquilo que comemos também pode influenciar a forma como a pele reage aos danos causados pelo sol?

A resposta ainda não é uma promessa, mas os resultados chamaram atenção. O consumo diário de uvas foi associado à ativação de mecanismos ligados à defesa da pele contra o estresse provocado pela radiação ultravioleta.

O que a uva tem a ver com a pele?

A pele não sofre apenas quando aparece uma queimadura de sol. Todos os dias, ela lida com calor, vento, poluição, ressecamento e com a própria radiação ultravioleta, mesmo em exposições aparentemente comuns da rotina.

Com o tempo, esse processo pode aumentar o chamado estresse oxidativo, que é uma espécie de desgaste celular associado ao envelhecimento da pele e a outros danos provocados pela exposição solar.

É aí que a uva entra na história.

A fruta é rica em polifenóis, compostos naturais encontrados em alimentos vegetais e bastante estudados por sua ação antioxidante.

Os pesquisadores queriam entender se essas substâncias poderiam influenciar a forma como a pele responde ao estresse causado pelo sol.

Para investigar isso, voluntários consumiram o equivalente a três porções de uvas inteiras por dia durante duas semanas.

Depois, os cientistas analisaram a atividade de genes ligados à pele antes e depois desse período, com e sem exposição a baixas doses de radiação UV.

Comer uva pode ajudar a proteger a pele do sol / Imagm: SaúdeLab
Comer uva pode ajudar a proteger a pele do sol / Imagm: SaúdeLab
Foto: SaúdeLAB

O que mudou na pele após o consumo de uva?

Os pesquisadores perceberam que cada participante respondeu de uma forma. Ainda assim, após o consumo diário de uvas, apareceram alterações em genes ligados à pele em todos os voluntários.

Na prática, os resultados indicaram mudanças associadas a mecanismos envolvidos na defesa natural da pele, como:

  • fortalecimento da camada mais externa da pele, que funciona como uma barreira contra agressões do ambiente;
  • alterações em genes ligados à resposta da pele ao estresse causado pela radiação UV;
  • redução de um marcador associado ao estresse oxidativo após exposição ao ultravioleta.

Segundo os autores, os achados sugerem que a alimentação pode influenciar processos relacionados à forma como a pele reage ao sol.

Mas os resultados precisam ser interpretados com cautela.

O estudo não mostrou que comer uva previne queimaduras, manchas, envelhecimento precoce ou câncer de pele. Também não indica que a fruta substitua o uso de protetor solar.

O que a pesquisa sugere é algo mais específico. Certos compostos presentes na alimentação podem participar de mecanismos ligados à proteção e à resposta da pele diante da radiação UV.

Vale a pena incluir uva na alimentação?

A uva pode fazer parte de uma alimentação equilibrada e rica em alimentos naturais, mas não deve ser encarada como solução para proteger a pele do sol.

Para quem já gosta da fruta, incluí-la na rotina pode ser uma escolha interessante, principalmente quando ela substitui sobremesas muito açucaradas ou alimentos ultraprocessados.

Ainda assim, alguns cuidados são importantes.

Pessoas com diabetes, resistência à insulina ou necessidade de controle da glicose devem observar a quantidade consumida e seguir orientação profissional.

Além disso, a fruta inteira costuma ser uma opção melhor do que o suco, já que preserva fibras e aumenta a saciedade.

Mesmo com resultados interessantes, isso não transforma a uva em um escudo contra o sol.

A saúde da pele depende de vários fatores, como alimentação, sono, hidratação, genética, exposição solar e cuidados diários.

O que continua sendo indispensável

Mesmo com achados promissores, a proteção contra o sol continua dependendo de medidas já bem conhecidas:

  • usar protetor solar adequado;
  • reaplicar o produto quando necessário;
  • evitar exposição excessiva nos horários de sol forte;
  • usar chapéu, óculos e roupas de proteção;
  • observar manchas, feridas ou sinais que mudam de aparência;
  • procurar um dermatologista diante de alterações suspeitas.

Ou seja, a alimentação pode participar da saúde da pele, mas a proteção solar continua sendo indispensável.

O estudo foi publicado na revista científica ACS Nutrition Science.

Fonte: SaúdeLAB
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