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Combinação de remédios para câncer na bexiga pode reduzir em 60% a volta do tumor, diz estudo

Tratamento perioperatório foi aprovado pela Anvisa no último mês

23 jul 2026 - 04h58
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Câncer na bexiga é o novo mais comum no mundo
Câncer na bexiga é o novo mais comum no mundo
Foto: Lefteris Pitarakis - WPA Pool/Getty Images

A combinação de dois medicamentos para tratar câncer na bexiga apresentaram em dois estudos globais, de fase três, uma redução aproximada de 60% de volta do tumor, progressão ou morte. A nova indicação terapêutica combina a enfortumabe vedotina (Padcev) com pembrolizumabe, antes e depois da cirurgia de retirada do órgão, foi aprovada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) no último mês. 

A aprovação veio pouco antes do chamado Julho Roxo, que celebra o mês de conscientização sobre a doença. Todos os anos, 614 mil novos casos são diagnosticados em todos os anos, o que leva a ser o novo câncer mais comum no mundo. 

Em cerca de 1/3 dos pacientes, a doença aparece de forma agressiva, chamada de músculo-invasiva (CBMI), o que pode levar a cirurgia para a retirada total do órgão. Mesmo após o procedimento, aproximadamente metade dos pacientes tem chances de recidiva.  

Os estudos, realizados pela Pfizer, levaram em conta diferentes etapas do câncer urotelial, desde a doença músculo-invasiva até em casos localmente avançados ou metastáticos.

Em um deles, foram avaliados pacientes com câncer CBMI inelegíveis ou que recusaram quimioterapia com cisplatina. Segundo a empresa, os dados apontaram que a combinação dos dois medicamentos antes e após a cirurgia demonstraram a redução de cerca de 60% da volta da doença. 

Além disso, houve uma redução de aproximadamente 50% no risco de morte, quando comparada somente à cirurgia isolada. Após dois anos, por volta de 74,7% dos pacientes tratados com os dois medicamentos continuavam sem sinais de progressão. 

O estudo também apontou uma taxa de resposta patológica completa, ou seja, sem vestígios de células tumorais invasivas, de aproximadamente 57%, versus cerca de 9% com o padrão terapêutico baseado apenas em cirurgia. 

Já o segundo estudo abrangeu pacientes que tinham carcinoma urotelial, o tipo mais comum do trato urinário, localmente avançado ou metastático previamente não tratado, aptos à quimioterapia e sem exposição prévia a inibidores de PD-1/PD-L1. O retorno positivo foi de 67,5% com a combinação, em comparação com 44,2% com quimioterapia, além de uma taxa de resposta de 30,4%, versus 14,5% no grupo controle. 

 “Os resultados apresentados nos estudos EV-303 e EV-302 reforçam o potencial da combinação de enfortumabe vedotina com pembrolizumabe em diferentes etapas da jornada do câncer urotelial, desde a doença músculo-invasiva até o cenário localmente avançado ou metastático. São dados que contribuem para ampliar a discussão científica sobre novas possibilidades terapêuticas com potencial de impactar desfechos relevantes para os pacientes”, afirmou Adriana Ribeiro, diretora médica da Pfizer Brasil.

Fonte: Portal Terra
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