Script = https://s1.trrsf.com/update-1790713512/fe/zaz-ui-t360/_js/transition.min.js
PUBLICIDADE
Publicidade

Carol Castro revela diagnóstico de fibromialgia: 'Sinto dor 24 horas por dia'

Em entrevista recente, a atriz detalhou os sintomas que enfrentou durante meses antes de receber o diagnóstico e contou como passou a lidar com a condição

4 nov 2026 - 11h37
Compartilhar
Exibir comentários
Resumo
A atriz Carol Castro revelou ter sido diagnosticada com fibromialgia após meses de exames e dores constantes, que associava ao estresse do trabalho e ao luto pelo pai. A doença crônica, sem cura e de difícil diagnóstico clínico, provoca dores musculares contínuas, fadiga e lapsos cognitivos, afetando o processamento da dor. Aliviada por validar seus sintomas, a artista destacou a importância de aceitar limites físicos e focar no tratamento, que alia exercícios, remédios e apoio psicológico.

Carol Castro revelou nesta semana que recebeu o diagnóstico de fibromialgia depois de passar meses investigando dores e outros sintomas. A condição provoca dor muscular generalizada e crônica e também pode estar acompanhada de cansaço, alterações no sono, memória e concentração.

Carol Castro relatou uma longa investigação médica antes de descobrir a origem das dores que sentia diariamente
Carol Castro relatou uma longa investigação médica antes de descobrir a origem das dores que sentia diariamente
Foto: Reprodução/Instagram/@castrocarol / Bons Fluidos

"Eu sinto dor 24 horas por dia. Tem dias que é mais, tem dias que é menos", desabafou a atriz em entrevista à 'Quem'. 

De acordo com a Castro, a identificação da doença, contudo, trouxe alívio depois de um longo período de incômodos e incertezas. "Foi um certo alívio porque me deu um nome. Eu não tô doida. Foi uma saga, pois eu já tinha feito milhões de exames de sangue, eu estava desde o ano anterior investigando todos os marcadores possíveis de doenças", explicou.

Entenda a condição de Carol Castro

Segundo a Sociedade Brasileira de Reumatologia, a fibromialgia se caracteriza por dor muscular generalizada e crônica, geralmente com duração superior a três meses, sem sinais de inflamação nos locais doloridos. Além da dor, podem aparecer cansaço, sono que não proporciona descanso e alterações na concentração e na memória. Algumas pessoas também apresentam ansiedade ou depressão.

A origem da condição ainda não está completamente esclarecida. Uma das principais hipóteses, contudo, envolve uma alteração na maneira como o organismo percebe e processa a dor, aumentando a sensibilidade a estímulos. No caso de Castro, conforme relatou, alguns sintomas surgiram em uma fase marcada por grande exigência física e emocional.

Durante as gravações de 'Garota do Momento', por exemplo, momento em que a atriz ainda lidava com a perda do pai, ela sentia dores de cabeça e nos joelhos. No entanto, inicialmente associava os incômodos à rotina de trabalho.

"Eu sentia fortes dores de cabeça e falava que era sinusite ou que estava trabalhando muito. Eu também sentia dores no joelho, mas a personagem usava salto alto, então devia ser por isso. Além do mais, eu já estava vivendo um momento pessoal difícil", detalhou.

Diagnóstico pode exigir investigação de outras doenças

Não existe um exame único capaz de confirmar a fibromialgia. O diagnóstico considera principalmente a história clínica e o exame físico, enquanto exames laboratoriais ajudam a descartar outras condições que podem causar sintomas semelhantes.

Antes de chegar ao reumatologista, Carol Castro chegou a investigar outras possibilidades, entre elas trombose e cianose. A atriz também havia passado por uma lesão importante no joelho, com rompimento total do ligamento cruzado anterior e fratura da tíbia. A Sociedade Brasileira de Reumatologia explica que a fibromialgia também pode coexistir com outras doenças reumáticas, como artrite reumatoide e lúpus.

Tratamento busca controlar os sintomas

De acordo com os especialistas, a fibromialgia não tem cura, mas o tratamento pode reduzir os sintomas e melhorar a qualidade de vida. Entre as principais estratégias estão a prática de exercícios físicos, principalmente atividades aeróbicas, além da compreensão sobre a própria condição.

Medicamentos podem ser utilizados para aliviar a dor, melhorar o sono ou aumentar a disposição, sempre de acordo com avaliação médica. Em alguns casos, acompanhamento psicológico também pode ajudar no manejo da dor crônica.

Com o diagnóstico, então, Castro contou que passou a observar melhor os sinais do próprio corpo e reconhecer situações que podem agravar seus sintomas. "Eu tive algumas crises, nunca cheguei a falar muito sobre isso, e também não é uma regra, mas muitas vezes os sintomas costumam vir acompanhados de ansiedade. É muito mais comum em mulheres. A gente se coloca muito nesse lugar da dor: 'Eu aguento, eu consigo'", explicou.

Para a atriz, compreender a condição também significou aceitar limites que antes tentava ultrapassar. "Primeiro que você vê que não está doida, você não está louca, realmente existe ali uma situação com o seu cérebro e, então, você vai entendendo que existe um tratamento, que não é uma cura, mas um tratamento. Depois é preciso um momento de parada, de aceitar uma limitação física, lembrando que você não é invencível. Depois que você aceita, você se sente um pouco livre", concluiu.

Bons Fluidos
Compartilhar

Comentários

Os comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião deste site. Se achar algo que viole os termos de uso, denuncie.

Publicidade
Meu Terra