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Câncer de bexiga: nova opção de tratamento reduz risco de recorrência

Com aprovação da Anvisa, combinação de medicamentos passa a ser usada antes e depois da cirurgia em casos de maior risco, ampliando as chances de controle da doença.

3 set 2026 - 19h55
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Resumo
Com mais de 13 mil novos casos anuais no Brasil, o câncer de bexiga tem o tabagismo como principal risco e o sangue na urina como sinal de alerta. Para a forma músculo-invasiva, mais agressiva, a Anvisa aprovou o uso combinado de enfortumabe vedotina e pembrolizumabe antes e após a cirurgia. O tratamento reduziu em 60% o risco de recorrência, progressão ou morte e em 50% o risco de óbito, reforçando a importância do diagnóstico precoce para ampliar o sucesso terapêutico.

O câncer de bexiga é um dos tumores urológicos mais frequentes no Brasil, com mais de 13 mil novos casos por ano. Ele se desenvolve no revestimento interno da bexiga e, em estágios iniciais, pode não causar sintomas claros — o que torna o diagnóstico precoce essencial.

Foto: Shidlovski/Getty Images Pro
Foto: Shidlovski/Getty Images Pro
Foto: Saúde em Dia

A boa notícia é que, quando identificado cedo, o câncer de bexiga tem mais chances de ser tratado com sucesso. Por isso, conhecer os sinais de alerta e os fatores de risco faz toda a diferença.

Quais são os principais sintomas do câncer de bexiga

O sintoma mais comum do câncer de bexiga é a presença de sangue na urina, chamado de hematúria. Ele pode ser visível a olho nu, deixando a urina avermelhada ou escura, ou só ser detectado em exames de laboratório.

Outros sinais que merecem atenção incluem:

  • Ardência ou dor ao urinar.

  • Aumento da frequência urinária.

  • Urgência para ir ao banheiro.

  • Sensação de esvaziamento incompleto da bexiga.

  • Dor pélvica ou lombar em casos mais avançados.

Se você notar sangue na urina, mesmo sem dor, procure um urologista para investigação.

Quem tem mais risco de desenvolver câncer de bexiga

O principal fator de risco para o câncer de bexiga é o tabagismo. Estima-se que cerca de metade dos casos esteja relacionada ao cigarro. Fumantes têm risco aproximadamente 2 a 4 vezes maior de desenvolver a doença.

Outros fatores que aumentam o risco incluem:

  • Idade avançada (a maioria dos diagnósticos ocorre após os 55 anos).

  • Sexo masculino (homens são mais afetados que mulheres).

  • Exposição ocupacional a produtos químicos, como aminas aromáticas, solventes e derivados de petróleo.

  • Histórico de infecções urinárias crônicas ou inflamação prolongada da bexiga.

  • Radioterapia prévia na região pélvica.

  • Histórico familiar de câncer de bexiga.

Evitar o cigarro e usar equipamentos de proteção em ambientes com exposição química são medidas preventivas importantes.

O que é câncer de bexiga músculo-invasivo

O câncer de bexiga músculo-invasivo é uma forma mais agressiva da doença, em que o tumor já atingiu a camada muscular da bexiga. Nesse estágio, o risco de recorrência — ou seja, do tumor voltar — é elevado, mesmo após a retirada cirúrgica da bexiga.

Por isso, o tratamento costuma combinar cirurgia com terapias adicionais, antes e/ou depois do procedimento, para reduzir as chances de a doença retornar.

Nova opção de tratamento chega ao Brasil

A Pfizer anunciou a disponibilização no Brasil da nova indicação de PADCEV® (enfortumabe vedotina) em combinação com pembrolizumabe para pacientes com câncer de bexiga músculo-invasivo elegíveis ao tratamento perioperatório. A aprovação pela Anvisa foi concedida em junho deste ano e representa um avanço para ampliar as opções terapêuticas nesse estágio da doença.

A nova indicação é baseada em evidências clínicas do estudo EV-303, que mostrou benefícios relevantes para pacientes tratados com a combinação antes e após a cirurgia. Os resultados indicaram:

  • Redução de 60% no risco de recorrência, progressão ou morte em comparação com cirurgia sozinha.

  • Redução de 50% no risco de morte

  • Probabilidade de sobrevivência em dois anos de 79,7% com a combinação, contra 63,1% apenas com cirurgia.

"A chegada desta nova indicação amplia as possibilidades de tratamento para pacientes que enfrentam uma doença com alto impacto na qualidade de vida e importante risco de recorrência", afirma Camilla Gaspari, diretora médica de Oncologia da Pfizer Brasil.

É importante destacar que o uso de qualquer medicamento deve ser avaliado por um médico especialista, que considerará as características individuais de cada paciente.

Por que o diagnóstico precoce é fundamental

Apesar dos avanços no tratamento, o conhecimento da população sobre o câncer de bexiga ainda é limitado. Pesquisa recente revelou que 81% das pessoas com 60 anos ou mais afirmam desconhecer ou apenas ter ouvido falar sobre a doença.

Quanto mais cedo o câncer de bexiga é identificado e encaminhado para acompanhamento especializado, maiores são as oportunidades de oferecer uma abordagem adequada. O diagnóstico precoce aumenta as chances de sucesso terapêutico e permite que mais pacientes se beneficiem das alternativas disponíveis.

Quando procurar um médico

Procure um urologista se você notar:

  • Sangue na urina, mesmo sem dor.

  • Ardência ou dor ao urinar que não melhora.

  • Mudanças no padrão urinário, como aumento da frequência ou urgência.

  • Dor pélvica ou lombar persistente.

O médico poderá solicitar exames como urina, ultrassom, cistoscopia e outros para investigar a causa dos sintomas.

Saúde em Dia
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