Bruna Biancardi desmitifica gravidez com síndrome dos ovários policísticos
Influenciadora, que já falou publicamente sobre a síndrome dos ovários policísticos, ajuda a desmistificar uma das principais dúvidas sobre fertilidade feminina
A gravidez de Bruna Biancardi trouxe luz à questão: é possível engravidar tendo Síndrome dos Ovários Policísticos (SOP)? Apesar de poder dificultar a fertilidade, a SOP não impede a gestação. Especialistas reforçam que diagnóstico precoce e acompanhamento médico facilitam o controle da condição e aumentam as chances de gravidez. 🌟
A nova gravidez de Bruna Biancardi reacendeu uma dúvida comum entre milhares de mulheres diagnosticadas com a Síndrome dos Ovários Policísticos (SOP): afinal, quem tem ovário policístico pode engravidar?
A resposta é sim. Embora a condição possa dificultar a fertilidade em alguns casos, ela não impede necessariamente a gravidez. A própria trajetória da influenciadora ajuda a derrubar um dos principais mitos relacionados ao diagnóstico.
Bruna já revelou publicamente que convive com a síndrome dos ovários policísticos e que utilizou anticoncepcional por muitos anos para controlar sintomas ligados ao desequilíbrio hormonal. Ela também contou que tinha receio de enfrentar dificuldades para engravidar, mas acabou conseguindo a primeira gestação logo no primeiro mês de tentativas. Agora, à espera da terceira filha, sua história reforça que a SOP não é uma sentença de infertilidade.
O que é a síndrome dos ovários policísticos?
A Síndrome dos Ovários Policísticos é um distúrbio hormonal que afeta milhões de mulheres em idade reprodutiva.
Entre os sintomas mais comuns estão:
- Menstruação irregular;
- Alterações na ovulação;
- Acne;
- Excesso de pelos corporais;
- Dificuldade para perder peso;
- Alterações hormonais.
A intensidade dos sintomas varia de mulher para mulher, o que explica por que algumas pacientes enfrentam mais dificuldades para engravidar do que outras.
Quem tem ovário policístico pode engravidar?
Segundo o ginecologista e obstetra Dr. César Patez, a principal dificuldade está relacionada às alterações na ovulação, mas isso não significa que a gravidez seja impossível.
"Muitas mulheres recebem o diagnóstico e acreditam que nunca conseguirão engravidar, o que não é verdade. A síndrome pode dificultar a ovulação em alguns casos, mas grande parte das pacientes consegue engravidar naturalmente ou com auxílio de tratamentos adequados. O mais importante é realizar acompanhamento médico para entender como a condição se manifesta em cada organismo", explica.
O ginecologista destaca que existem diferentes graus da síndrome e que nem todas as mulheres apresentam comprometimento da fertilidade.
"Existem pacientes com ovário policístico que ovulam regularmente e engravidam sem qualquer dificuldade. Outras podem apresentar ciclos mais irregulares e precisar de estratégias para estimular a ovulação. Por isso, não existe uma regra única para todas as mulheres", afirma.
Diagnóstico precoce faz diferença
A ginecologista Dra. Bruna Begossi explica que as alterações ovulatórias associadas à SOP estão entre as causas mais frequentes de dificuldade para engravidar, mas reforça a importância da avaliação médica.
"Muitas mulheres têm ciclos menstruais irregulares e não percebem que podem existir alterações ovulatórias interferindo na fertilidade. Quanto antes houver avaliação, maiores costumam ser as possibilidades de tratamento", afirma.
Segundo ela, o acompanhamento adequado permite não apenas controlar os sintomas da síndrome, mas também planejar uma gestação de forma mais segura.
"O controle hormonal, a avaliação da ovulação e o planejamento reprodutivo ajudam a aumentar as chances de gravidez e permitem que a paciente tenha uma abordagem individualizada para alcançar seus objetivos", explica.
A SOP vai além da fertilidade
Embora a dificuldade para engravidar seja uma das principais preocupações das pacientes, especialistas alertam que a síndrome dos ovários policísticos também pode estar associada a outros problemas de saúde.
Entre eles estão:
- Resistência à insulina;
- Alterações metabólicas;
- Aumento do risco cardiovascular;
- Ganho de peso;
- Desequilíbrios hormonais.
Por isso, o acompanhamento ginecológico é importante mesmo para mulheres que não pretendem engravidar.
Informação ajuda a combater o medo
Para o Dr. César Patez, histórias como a de Bruna Biancardi ajudam a combater a desinformação que ainda cerca o diagnóstico.
"A síndrome dos ovários policísticos exige atenção, mas não deve ser encarada como uma barreira definitiva para a maternidade. Hoje dispomos de recursos diagnósticos e terapêuticos que permitem acompanhar essas pacientes de forma muito eficiente. O mais importante é buscar orientação médica e evitar conclusões precipitadas após receber o diagnóstico", conclui.
Portanto, com acompanhamento adequado e tratamento individualizado quando necessário, muitas pacientes conseguem engravidar e formar suas famílias normalmente.
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