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Anti-histamínico, o que é? Entenda!

É fundamental entender o que é o anti-histamínico, suas funções, tipos e riscos, para evitar problemas de saúde

21 jun 2024 - 12h33
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Qual a diferença entre os medicamentos que combatem processos alérgicos?
Qual a diferença entre os medicamentos que combatem processos alérgicos?
Foto: TheDigitalWay/Pixabay

Quando o assunto é medicação, muitas dúvidas cercam o uso de remédios como anti-histamínico: o que é esse tipo de medicamento, o que ele faz no organismo, qual a sua função farmacológica e, também, riscos relacionados ao uso de remédios com essa propriedade.

As medicações anti-histamínicas estão presentes no cotidiano e são, muitas vezes, receitadas para situações como tratamento de alergias diversas. Por isso, outro nome para esse tipo de medicamento é o antialérgico.

Anti-histamínico: o que é?

Anti-histamínicos são medicamentos que atuam na inibição de uma substância de nome histamina. Ela é gerada a partir do aminoácido histidina e fica armazenada em células do sistema imunológico do organismo, sendo liberadas apenas diante de reações alérgicas.

A histamina é um agente do sistema de imunidade e significa uma resposta do organismo a uma ameaça, como contato com itens que oferecem risco ao corpo humano ou que, em determinadas pessoas, provocam sensibilidade. Porém, essa resposta pode ser excessiva, ou seja, o organismo pode produzir histamina para além do necessário e o excedente da substância pode causar sintomas desconfortáveis para as pessoas.

Os remédios anti-histamínicos são uma tentativa medicamentosa de reduzir os efeitos do excesso da presença de histamina diante de uma resposta alérgica.

Qual a função de um anti-histamínico?

A função do anti-histamínico é atuar no sistema nervoso para reduzir a conexão das histaminas a receptores que absorvem a substância. O objetivo é controlar reações alérgicas e, principalmente, atenuar a resposta que o organismo dá para ameaças.

Em situações como alergias de pele que causam irritação, vermelhidão e coceira, ou mesmo alergias a substâncias como poeira, pólen e ácaros que podem irritar as mucosas respiratórias, o anti-histamínico atua para que não haja fortes reações do organismo a uma alergia.

Enquanto a histamina está por trás de sintomas como coriza ou vermelhidão da pele, a anti-histamina visa diminuir esse tipo de reação no corpo humano. Vale lembrar que as medicações não atuam para diminuir a produção de histamina, mas sim na quantidade da substância que é recebida pelos receptores do sistema nervoso.

Por isso, o anti-histamínico costuma ser usado em situações diversas de alergia, como rinite alérgica, ou em questões de pele como urticária, que causa coceira.

Quais os tipos de anti-histamínico?

Os anti-histamínicos foram descobertos no início do século XX, ao se perceber que o bloqueio da histamina proporcionava melhora em pacientes durante a recuperação de processos alérgicos. Porém, alguns efeitos colaterais foram observados nessa primeira versão dos antialérgicos, que foi corrigida posteriormente.

Por isso, os anti-histamínicos podem ser divididos entre dois tipos: primeira geração e segunda geração.

Anti-histamínicos de primeira geração

Também chamados de “clássicos”, os anti-histamínicos ou antialérgicos de primeira geração são medicações que o corpo absorve de maneira rápida, sendo metabolizada pelo organismo em pouco tempo. Isso faz com que seja necessário tomar mais doses de medicação ao dia, como três ou quatro vezes em 24 horas.

Esses remédios possuem fórmulas mais simples e se dissolvem em lipídios com mais facilidade e, por isso, suas substâncias chegam com mais facilidade no sistema nervoso central por meio da circulação sanguínea. Isso faz com que os anti-histamínicos de primeira geração causem o efeito de sedação, ou seja, sono após a ingestão de antialérgicos.

Substâncias como dexclorfeniramina e hidroxizina são alguns exemplos de anti-histamínicos de primeira geração. Portanto, se na composição de um antialérgico alguma dessas substâncias estiver presente, é possível que o remédio cause sonolência.

Antialérgicos de segunda geração

Já os anti-histamínicos de segunda geração foram produzidos nas últimas décadas e apresentam melhorias em relação à primeira leva de antialérgicos, principalmente no que diz respeito ao efeito colateral de sedação.

Isso acontece porque os compostos ativos dos remédios não chegam rapidamente ao sistema nervoso central. Além disso, sua potência é maior do que os medicamentos de geração anterior, bem como sua duração. Assim, entre uma e duas doses por dia costumam ser a recomendação para esse tipo de anti-histamínico.

Loratadina, desloratadina e fexofenadina são alguns exemplos de antialérgicos de segunda geração, que apresentam melhorias e redução de efeitos como sonolência.

Quais as diferenças entre antialérgico e anti-histamínico?

Não há diferenças entre medicamentos chamados de antialérgicos e anti-histamínicos, sendo que ambos possuem a mesma função e modo de funcionar no organismo. Os termos são sinônimos, sendo que a palavra antialérgica é uma maneira de tornar esse tipo de remédio mais popular. Já o anti-histamínico costuma ser um termo usado por profissionais de saúde.

Quais os cuidados necessários ao tomar anti-histamínico?

Em geral, grupos como mulheres gestantes ou lactantes, pessoas com doenças cardíacas, hepáticas ou renais, assim como quem faz uso de outros remédios de maneira contínua, como portadores de glaucoma ou pressão alta, devem evitar o uso de anti-histamínicos.

Por isso, para esses grupos, é essencial consultar profissionais médicos que podem ou não recomendar a utilização de antialérgicos. Crianças têm a opção de usar versões pediátricas de anti-histamínicos.

Também é recomendado informar-se com o farmacêutico ou médico sobre a quantidade diária de doses de antialérgico e o tipo indicado pelo profissional, e seguir à risca as orientações dos profissionais e também da bula.

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Fonte: Redação Terra Você
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