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Agosto Azul e Vermelho: 7 cuidados que toda mulher deve ter após os 40 anos

Veja medidas importantes para prevenir doenças vasculares e preservar a saúde do coração

3 ago 2026 - 18h01
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O Agosto Azul e Vermelho é uma campanha dedicada à conscientização sobre a prevenção das doenças vasculares e à importância de adotar hábitos que favoreçam a saúde da circulação. Para as mulheres, esse cuidado merece atenção especial após os 40 anos e, principalmente, durante a menopausa, fase em que a queda dos níveis de estrogênio está associada ao aumento do risco cardiovascular.

Após os 40 anos, alguns fatores que podem favorecer problemas como infarto e acidente vascular cerebral nas mulheres
Após os 40 anos, alguns fatores que podem favorecer problemas como infarto e acidente vascular cerebral nas mulheres
Foto: Roman Samborskyi | Shutterstock / Portal EdiCase

Nesse período, tornam-se mais frequentes alterações como elevação da pressão arterial, aumento do colesterol e maior propensão ao acúmulo de gordura abdominal, fatores que podem favorecer problemas como infarto e acidente vascular cerebral (AVC).

Abaixo, confira medidas importantes para prevenir doenças vasculares e preservar a saúde do coração!

1. Entenda que a menopausa também muda a saúde do coração

É comum relacionar a menopausa apenas às ondas de calor e às alterações hormonais, mas essa fase também representa uma mudança importante na proteção cardiovascular. A redução do estrogênio favorece alterações metabólicas que podem aumentar o risco de doenças cardíacas de forma silenciosa.

"O estrogênio exerce um papel protetor no sistema cardiovascular feminino. Quando ocorre a redução desse hormônio, principalmente após a menopausa, a mulher passa a perder parte dessa proteção natural e fica mais vulnerável a alterações metabólicas que aumentam o risco de doenças cardiovasculares", alerta a endocrinologista Dra. Patrícia Gracitelli.

2. Não espere sintomas para cuidar da saúde vascular

As doenças que acometem artérias e veias costumam evoluir lentamente. "Grande parte das doenças vasculares apresenta evolução lenta e silenciosa. Muitas vezes, os sintomas só aparecem quando a doença já está mais avançada. Por isso, controlar os fatores de risco e manter acompanhamento médico quando necessário é a melhor forma de evitar complicações futuras", explica a cirurgiã vascular Dra. Nayara Cioffi Batagini.

3. Faça acompanhamento médico durante o climatério

A transição para a menopausa é um momento importante para revisar a saúde como um todo. Exames laboratoriais e avaliação clínica permitem identificar precocemente alterações que aumentam o risco cardiovascular e iniciar medidas preventivas antes do surgimento de complicações.

 "O check-up endocrinológico permite acompanhar como o organismo está respondendo às mudanças hormonais. Pequenas alterações identificadas precocemente podem ser controladas com mudanças no estilo de vida e, quando necessário, tratamento adequado", diz a Dra. Patrícia Gracitelli.

4. Conheça os sinais que podem indicar trombose

A trombose venosa profunda é uma condição que exige avaliação médica imediata para evitar complicações graves, como a embolia pulmonar. "Os sinais mais comuns são inchaço em apenas uma perna, dor, aumento da temperatura local, vermelhidão ou mudança na coloração da pele. Diante desses sintomas, é fundamental procurar atendimento médico imediatamente", alerta a Dra. Nayara Cioffi Batagini.

Controlar pressão arterial, colesterol, glicemia e peso corporal torna-se ainda mais importante na menopausa
Controlar pressão arterial, colesterol, glicemia e peso corporal torna-se ainda mais importante na menopausa
Foto: Kostikova Natalia | Shutterstock / Portal EdiCase

5. Lembre-se de que infarto e AVC também são doenças femininas

Após a menopausa, o risco cardiovascular da mulher se aproxima do observado entre os homens. Por isso, controlar pressão arterial, colesterol, glicemia e peso corporal torna-se ainda mais importante nessa fase da vida. Segundo a Dra. Patrícia Gracitelli, a redução do estrogênio durante esse período contribui para a perda de uma proteção natural do organismo feminino contra problemas cardiovasculares.

"Existe uma falsa sensação de que a mulher está protegida contra infarto e AVC, mas essa proteção diminui com a queda do estrogênio. Depois da menopausa, as doenças cardiovasculares passam a representar uma das principais causas de morte entre mulheres", afirma.

6. Adote hábitos que favoreçam a circulação sanguínea

A prática regular de atividade física, alimentação equilibrada, controle do peso, abandono do cigarro e cuidados durante viagens prolongadas ajudam a preservar a circulação e reduzem significativamente o risco de doenças vasculares ao longo da vida.

"Os vasos sanguíneos refletem diretamente nossos hábitos de vida. Pequenas mudanças na rotina podem fazer uma enorme diferença na prevenção de doenças graves e na preservação da qualidade de vida. Cuidar da saúde vascular é investir em longevidade e bem-estar", diz a Dra. Nayara Cioffi Batagini.  

7. Cada mulher precisa de um plano de prevenção individualizado

Nem toda mulher precisa fazer reposição hormonal, assim como nem todas apresentam os mesmos fatores de risco cardiovasculares. Por isso, o acompanhamento especializado permite definir estratégias personalizadas para cada fase da vida. "A reposição hormonal não deve ser utilizada como uma fórmula única para todas as mulheres. A decisão depende da idade, do momento da menopausa, dos sintomas, do histórico pessoal e dos riscos individuais de cada paciente", diz a Dra. Patrícia Gracitelli.

As especialistas reforçam que o envelhecimento não precisa ser sinônimo de perda da qualidade de vida. Com acompanhamento médico, diagnóstico precoce e hábitos saudáveis, é possível reduzir significativamente o risco de doenças cardiovasculares e vasculares, preservando a saúde e a autonomia por muitos anos.

Por Sarah Carvalho

Portal EdiCase
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