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A regra dos 10 mil passos por dia está errada? Novo estudo responde

10 mil passos por dia são mesmo necessários? Novo estudo analisou também o ritmo da caminhada. Veja o que os pesquisadores descobriram.

12 set 2026 - 20h00
(atualizado às 20h03)
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Resumo
A famosa meta dos 10 mil passos diários, criada no Japão nos anos 1960 para fins comerciais, não é uma regra científica obrigatória. Um novo estudo do British Journal of Sports Medicine revelou que volumes menores já trazem benefícios e que o ritmo da caminhada é crucial: acelerar o passo, especialmente para quem dá menos de 7.500 passos ao dia, pode reduzir o risco de mortalidade em até 43%. Portanto, tanto a quantidade quanto a intensidade importam para manter uma rotina saudável.

10 mil passos por dia se tornou uma das metas mais conhecidas para quem quer cuidar da saúde. O número aparece em relógios, celulares e aplicativos e pode passar a impressão de que existe uma espécie de linha de corte. Abaixo dela, pouco se ganha; acima dela, a saúde estaria garantida.

10 mil passos por dia / Canva
10 mil passos por dia / Canva
Foto: SaúdeLab / SaúdeLAB

Mas não é bem assim.

A ciência não estabeleceu os 10 mil passos como uma quantidade obrigatória para obter benefícios.

O número se popularizou no Japão na década de 1960, associado à comercialização de um pedômetro (aparelho que conta os passos), e só depois passou a ser usado amplamente como referência de atividade física.

Pesquisas mais recentes mostram que é possível obter benefícios mesmo com quantidades menores de passos.

Não conseguiu chegar aos 10 mil passos por dia? Isso não significa que a caminhada não valeu

Não chegar aos 10 mil passos em um dia não significa que a atividade física não trouxe benefícios. Pesquisas anteriores já mostraram que, em geral, quanto mais uma pessoa caminha, menor é o risco de morrer.

Mas isso não quer dizer que seja preciso buscar cada vez mais passos. Depois de certo ponto, os benefícios tendem a aumentar menos.

Ou seja, ficar abaixo dos 10 mil passos não torna a caminhada inútil. Uma quantidade menor também pode fazer parte de uma rotina mais ativa.

E se, além dos passos, o ritmo também importar?

É justamente essa questão que um novo estudo publicado no British Journal of Sports Medicine investigou.

Os pesquisadores acompanharam 64.743 adultos de meia-idade por cerca de oito anos. Antes disso, os participantes usaram um dispositivo durante sete dias para registrar seus passos.

Os resultados mostraram que um ritmo mais acelerado esteve associado a um menor risco de morte, principalmente entre quem dava menos de 7.500 passos por dia.

  • Menos de 5 mil passos: o ritmo mais acelerado esteve associado a menor risco de morte.
  • De 5 mil a 7.500 passos: a mesma relação foi observada.

Para avaliar o ritmo, os pesquisadores consideraram os 30 minutos mais ativos de cada dia, quando cada participante caminhava mais.

Na análise, algumas combinações de quantidade de passos e ritmo estiveram associadas a até 43% menos risco de morte por qualquer causa.

Então, o que vale mais: ritmo ou quantidade?

A melhor resposta é: os dois podem fazer diferença.

Aumentar aos poucos a quantidade de passos é uma boa estratégia. E, para quem tem pouco tempo, incluir alguns momentos de caminhada mais acelerada também pode ajudar a tornar a rotina mais ativa.

Não é preciso correr. Em uma caminhada mais intensa, a respiração fica mais rápida e o corpo aquece, mas ainda é possível conversar.

Também não existe uma velocidade ideal para todo mundo. O ritmo que parece intenso para uma pessoa pode ser confortável para outra.

No fim, os 10 mil passos por dia podem continuar sendo uma boa meta para quem gosta de usá-la. O problema é enxergar esse número como uma fronteira entre o que vale e o que não vale.

Se você fez menos passos hoje, eles continuam valendo. E, quando for possível, caminhar mais ou acelerar o ritmo em alguns momentos pode ser uma forma simples de movimentar mais o corpo.

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Fonte: SaúdeLAB
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