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Bruna Rotta relata luta contra transtornos alimentares e ressalta a busca por ajuda

Influenciadora conta sua experiência com transtornos alimentares

7 ago 2026 - 12h01
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Resumo
Transtornos alimentares, como anorexia, bulimia e compulsão, afetam saúde física e mental, frequentemente ligados a emoções como ansiedade e baixa autoestima. A influenciadora Bruna Rotta compartilhou sua experiência, destacando a importância do diagnóstico precoce e do tratamento multidisciplinar. Esse envolve psicoterapia, apoio nutricional e estratégias de enfrentamento para promover a recuperação e prevenir complicações. 🌱🧠

Os transtornos alimentares são doenças complexas que envolvem fatores emocionais, psicológicos e comportamentais.

A influenciadora Bruna Rotta fala como sofreu com a bulimia e a compulsão alimentar
A influenciadora Bruna Rotta fala como sofreu com a bulimia e a compulsão alimentar
Foto: Reprodução/Instagram / Saúde em Dia

Muito além da alimentação, essas condições podem comprometer a autoestima, os relacionamentos, a saúde física e a qualidade de vida.

Entre os transtornos mais conhecidos estão a compulsão alimentar, a bulimia nervosa e a anorexia nervosa.

Todos exigem diagnóstico e acompanhamento profissional, já que podem provocar complicações importantes quando não tratados.

Recentemente, a influenciadora Bruna Rotta, de 27 anos, compartilhou nas redes sociais sua experiência com compulsão alimentar e bulimia.

O relato chamou atenção por mostrar como questões emocionais podem influenciar o desenvolvimento dessas doenças.

Como os transtornos alimentares afetam a saúde mental

Os transtornos alimentares costumam estar associados a sentimentos como ansiedade, culpa, vergonha, medo de engordar e baixa autoestima.

Em muitos casos, a comida deixa de cumprir apenas sua função nutricional e passa a ser utilizada como forma de aliviar sofrimento emocional.

Bruna contou que os primeiros episódios aconteceram quando morava na Espanha, período em que se sentia isolada.

"Eu estava longe da minha família, longe dos meus amigos, de todo mundo. Estava me sentindo supersozinha, então o meu conforto era comer."

Ela também relatou que escondia o comportamento durante as crises.

"Eu tinha pavor de saber que eu estava fazendo aquilo, então eu comia em pé, escondida, pelos cantos da minha casa, rápido."

O ciclo da compulsão e da bulimia

A compulsão alimentar costuma ser caracterizada pela ingestão de grandes quantidades de comida em pouco tempo, acompanhada da sensação de perda de controle.

Já na bulimia, após esses episódios, podem surgir comportamentos compensatórios, como vômitos provocados, uso inadequado de laxantes, jejuns prolongados ou prática excessiva de exercícios físicos.

Bruna relembrou como esse ciclo começou.

"Me senti melhor. Falei: 'Ainda posso comer as coisas que eu quero e depois eu posso fazer isso [vomitar] e não engordar?' Começou a se tornar repetitivo, e comecei a fazer isso com tudo que eu comia."

Esse comportamento pode causar desidratação, alterações cardíacas, lesões no esôfago, desgaste dos dentes e desequilíbrios nutricionais.

A relação com o corpo também sofre

Além dos impactos físicos, os transtornos alimentares alteram profundamente a forma como a pessoa enxerga a própria imagem.

A autocrítica intensa costuma alimentar o ciclo da doença.

Bruna descreveu esse processo ao falar sobre a rotina de exercícios.

"Eu treinava e não conseguia ver resultado porque minha alimentação estava ruim. Então eu ficava muito frustrada, e eu era muito dura comigo."

Ela também revelou como falava consigo mesma após as crises.

"Depois de algum episódio, eu falava: 'Você é lixo, não consegue controlar o que você come. Acha que alguém vai gostar de você desse jeito? Você está muito feia'."

Dietas restritivas também podem ser um alerta

Após retornar ao Brasil, Bruna contou que passou a desenvolver um comportamento excessivamente rígido com a alimentação.

Segundo ela, o foco constante em calorias passou a dominar sua rotina.

"Minha vida girava em torno de pensar em comida, em pensar quando que eu ia ter uma crise de compulsão alimentar, quantas calorias eu já tinha comido, qual era o meu peso."

Especialistas alertam que dietas extremamente restritivas, principalmente quando realizadas sem orientação profissional, podem aumentar o risco de episódios de compulsão em pessoas vulneráveis.

O tratamento vai além da alimentação

A recuperação dos transtornos alimentares não depende apenas de mudanças na dieta.

O tratamento costuma envolver uma equipe multidisciplinar, formada por médicos, psicólogos, psiquiatras e nutricionistas.

A psicoterapia ajuda a identificar os gatilhos emocionais relacionados ao comportamento alimentar, enquanto o acompanhamento nutricional auxilia na reconstrução de uma relação saudável com a comida.

Em alguns casos, também pode haver indicação de medicamentos para tratar condições associadas, como ansiedade ou depressão.

O acolhimento faz parte da recuperação

Bruna contou que o processo de recuperação começou quando passou a acolher os próprios sentimentos.

"Sempre que eu sentia algo parecido com aquilo que eu tinha identificado, eu pensava: 'Não preciso descontar isso na comida'. Comecei a aprender a conversar comigo mesma."

Ela também adotou estratégias para reduzir os gatilhos.

"Outra coisa também que me ajudava muito era não ter as comidas em excesso em casa."

Embora cada tratamento seja individualizado, reconhecer a doença, buscar ajuda especializada e desenvolver estratégias de enfrentamento são passos importantes para a recuperação.

Quando procurar ajuda?

Mudanças persistentes no comportamento alimentar, episódios frequentes de compulsão, medo intenso de ganhar peso, uso de métodos compensatórios ou sofrimento relacionado à alimentação não devem ser ignorados.

Os transtornos alimentares são doenças tratáveis. Quanto mais cedo o diagnóstico for feito, maiores são as chances de recuperação e de prevenção de complicações físicas e emocionais.

Saúde em Dia
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