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Brasil tem alta prevalência de depressão; saúde mental é desafio

Psicóloga explica o que é a doença, principais sintomas e como ela é capaz de impactar o bem-estar; confira

11 set 2023 - 05h00
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À medida que tabus e preconceitos sobre saúde mental caem – ainda há um longo caminho pela frente –, mais as pessoas se voltam para o próprio bem-estar, afinal, assim como a condição física requer acompanhamento adequado, dar atenção especial à saúde psicológica também é uma forma de se cuidar.  

Estresse, ansiedade e outras condições podem afetar significativamente o bem-estar
Estresse, ansiedade e outras condições podem afetar significativamente o bem-estar
Foto: K.A./peopleimages.com / Adobe Stock

No Brasil, apesar de um avanço no que diz respeito às conversas mais transparentes e maior difusão do tema saúde mental, os números seguem causando preocupação: além das altas taxas de ansiedade e estresse, por aqui, a depressão tem grande prevalência, como indica a Organização Mundial da Saúde. A psicóloga Gabriele De França (CRP 06/161972) comenta sobre depressão, explica a condição e seus impactos no bem-estar geral.  

“A depressão é uma condição de saúde mental, muito mais do que uma simples tristeza por qualquer motivo justificável. Ela se manifesta por meio de uma sensação persistente de tristeza, desânimo e falta de energia. Uma de suas características que merecem destaque é relacionada à falta de interesse por atividades que antes eram prazerosas. O quadro também se manifesta pelas alterações de sono, apetite, apatia, angústia, cansaço e pensamentos recorrentes de desvalorização e autocrítica”, esclarece a especialista. 

Uma doença com sintomas silenciosos 

Diferentemente de outras doenças, a depressão costuma ter sintomas silenciosos que dificultam a identificação por parte de quem está no entorno, o que faz do acompanhamento psicológico não apenas uma forma de tratamento, mas também de prevenção, é o que explica Gabriele. 

“Ao contrário do que acontece nos quadros relacionados à saúde física, na saúde mental os sintomas não são visíveis ou medidos por exames de sangue ou imagem, por exemplo. Desse modo, muitas vezes a própria pessoa e as pessoas que estão em seu entorno demoram a identificá-los, fazendo com que o diagnóstico seja dificultado. Essa é a principal razão pela qual devemos priorizar o acompanhamento especializado de psicólogos e psiquiatras para o tratamento, já que estes são capacitados para identificar os sintomas subjetivos e invisíveis, adequando o tratamento e oferecendo o suporte profissional necessário”. 

Há pouco tempo, pesquisa do Instituto Cactus e AtlasIntel revelou que cerca de 5% dos brasileiros fazem terapia, um alerta sobre saúde e um bom termômetro sobre o estigma social que ainda resiste acerca do acompanhamento psicológico e depressão, o que dificulta a busca por tratamento. 

“O estigma social em torno da depressão é uma barreira significativa para a busca pelo tratamento adequado. Muitas vezes, os indivíduos enfrentam o preconceito e a falta de compreensão por parte da sociedade, o que pode levar ao isolamento e à relutância em procurar ajuda. A falta de empatia e conhecimento sobre a natureza da doença impede que muitas pessoas recebam o suporte necessário, atrasando o início do tratamento e a recuperação”, reforça a psicóloga. 

Para finalizar, Gabriele De França lembra como o bem-estar pode ser afetado pela depressão: 

“A vida de uma pessoa no estado depressivo é impactada em todos os âmbitos, sendo que uma situação intensifica a outra. A falta de energia faz com que as atividades diárias se tornem difíceis de serem realizadas. A autocrítica e a desvalorização de si, por sua vez, intensificam o isolamento social. Além disso, os sentimentos de angústia e desesperança afetam as relações interpessoais, estudos e performance no trabalho. Por isso, se torna tão importante realizar o diagnóstico correto e tratamento adequado”.  

A especialista também ressalta as vantagens de um acompanhamento psicológico desde a infância: “Ao identificar determinados padrões de comportamento na infância, é possível já iniciar uma intervenção antes que os problemas relacionados à saúde mental se manifestem ou se agravem. Num processo psicoterapêutico, por exemplo, é possível ajudar crianças e adolescentes a criarem ferramentas emocionais para lidar com desafios futuros de uma maneira mais saudável. Outro ponto positivo que o cuidado precoce com a saúde mental proporciona, é criar desde cedo uma cultura de conscientização sobre a necessidade de abordar o tema”. 

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