Quer economizar nas visitas ao salão de beleza? Essa modalidade pode ajudar
Clube de assinatura de salão de beleza: vale a pena Trocar os serviços avulsos?
Os clubes de assinatura de salão de beleza estão transformando o autocuidado em um hábito mais acessível e prático. Com mensalidades fixas, eles oferecem conveniência, economia e serviços personalizados para quem busca cuidar da aparência regularmente e com menos preocupação. Essa tendência promete facilitar a vida, promovendo autoestima e bem-estar de forma planejada e sem comprometer o orçamento. 💇♀️✨
A tendência transforma a ida ao salão em um compromisso fixo com a autoestima — unindo praticidade e economia
Seja você uma mulher que precisa estar impecável por conta de compromissos profissionais ou alguém que busca apenas o seu bem-estar, uma proposta que promete se tornar cada vez mais comum no dia a dia são os clubes de assinatura de salão de beleza. Como o próprio nome sugere, trata-se de um modelo que permite à cliente ter acesso recorrente a serviços estéticos mediante uma mensalidade fixa. "A proposta é transformar o autocuidado em um hábito, oferecendo previsibilidade de gastos, praticidade e vantagens exclusivas", inicia Fabiana Gueiros, sócia-fundadora e diretora de expansão e financeira da rede de salões de beleza Bessie Beauty Club. "Nossa ideia surgiu ao observar que muitas clientes retornavam com frequência para realizar escova, hidratação e outros serviços. Percebemos que fazia sentido criar um formato que valorizasse essa recorrência, tornando o cuidado mais acessível e conveniente."
Benefícios e público-alvo
Na Bessie Beauty Club, o clube de assinaturas surgiu de um incômodo antigo das quatro fundadoras: a logística infinita envolvida em cuidar da própria aparência, que muitas vezes transforma o autocuidado em uma 'operação de guerra', gerando estresse e roubando o tempo das mulheres. "O principal benefício é se cuidar sem precisar se preocupar com pagamentos avulsos a cada visita. Além disso, a cliente economiza em comparação à contratação individual dos serviços, organiza melhor o orçamento, mantém uma frequência de cuidados que favorece a saúde dos cabelos e ainda conta com uma experiência personalizada, adaptada às suas necessidades", pontua Fabiana.
De acordo com a empresária, essa é uma excelente opção para quem costuma frequentar o salão regularmente e deseja manter uma rotina de cuidados sem abrir mão da praticidade. "Pessoas que fazem escova semanalmente, hidratações frequentes, manicure ou outros serviços recorrentes costumam perceber um ótimo custo-benefício, além da comodidade de já ter esses cuidados planejados", complementa.
Em casa ou no salão?
Fabiana orienta que o ideal é que os dois cuidados caminhem juntos: a manutenção diária em casa e o acompanhamento periódico com profissionais. "Os cuidados em casa são fundamentais para manter os resultados, mas não substituem os tratamentos realizados por profissionais. No salão, é feita uma avaliação das necessidades do cabelo, utilizando produtos profissionais com maior concentração de ativos e protocolos específicos para cada tipo de fio. Essa combinação permite tratar danos de forma mais profunda, potencializando os resultados e contribuindo para cabelos mais saudáveis ao longo do tempo. Ao mesmo tempo, a manutenção em casa faz toda a diferença para prolongar os benefícios conquistados no salão."
Os dados
Essa busca por cuidado, economia e previsibilidade não é um luxo. Há um paradoxo incômodo quando se fala no mercado da beleza: algo que deveria existir para que as mulheres se sintam melhores consigo mesmas pode acabar pesando no bolso devido à chamada 'taxa pink' (ou pink tax). Essa prática faz com que produtos e serviços voltados ao público feminino custem mais caro, agravando a realidade de que mulheres, historicamente, ainda ganham menos.
Em 2015, um famoso estudo do Consumer Affairs nos EUA analisou 35 categorias de produtos e concluiu que 30 delas subiam de valor em até 42% quando destinadas às mulheres. As coisas não parecem ter melhorado muito mais de uma década depois, mas algumas localidades já se movimentam para combater o problema: este ano, na cidade do Rio de Janeiro, a Assembleia Legislativa aprovou o projeto de lei 3.546/24, que proíbe a prática de cobrar mais caro por serviços apenas em razão do gênero do público a que se destinam.
Portanto, se você notou que o seu momento de autocuidado virou um sufoco financeiro, trocar os serviços avulsos por um clube de assinatura pode ser uma alternativa. É uma forma de devolver a vaidade ao lugar de onde ela nunca deveria ter saído: o da sua felicidade e autoestima, sem ferir seu orçamento ou seu tempo livre. Cuide da sua beleza por se amar — nunca pelo contrário.
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