Script = https://s1.trrsf.com/update-1789154714/fe/zaz-ui-t360/_js/transition.min.js
PUBLICIDADE
Oferecimento Logo do patrocinador
Publicidade

Quem foi Zuenir Ventura, jornalista e escritor que morreu aos 95 anos?

Mineiro construiu uma carreira de décadas entre grandes reportagens, livros e registros de momentos decisivos da história brasileira

22 set 2026 - 10h43
Compartilhar
Exibir comentários
Resumo
O consagrado jornalista e escritor Zuenir Ventura morreu aos 95 anos no Rio de Janeiro. Com passagens por importantes veículos da imprensa, destacou-se por reportagens históricas, como a cobertura sobre Chico Mendes, que lhe rendeu prêmios como o Esso e o Herzog. Autor de obras seminais como "1968 - O Ano que Não Terminou" e "Cidade Partida", Ventura retratou as transformações sociais do Brasil. Desde 2015, ocupava a cadeira 32 da Academia Brasileira de Letras, deixando um legado de relevância e otimismo.

O jornalismo brasileiro perdeu nesta terça-feira (22) um de seus nomes mais consagrados. Zuenir Ventura morreu aos 95 anos, no Rio de Janeiro. Ao longo de décadas de carreira, ele acompanhou transformações políticas e sociais do país e, para além dos jornais, levou muitas dessas histórias também para os livros.

Zuenir Ventura construiu uma carreira de décadas entre grandes reportagens, livros e registros de momentos decisivos da história brasileira
Zuenir Ventura construiu uma carreira de décadas entre grandes reportagens, livros e registros de momentos decisivos da história brasileira
Foto: Reprodução/Youtube / Bons Fluidos

Nascido em 1º de junho de 1931, em Além Paraíba, Minas Gerais, Zuenir teve diferentes trabalhos antes de encontrar seu caminho profissional. Chegou a acompanhar o pai como pintor de paredes, trabalhou no comércio e deu aulas. Mais tarde, então, cursou Letras Neolatinas na atual Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).

Dos bastidores às grandes reportagens

A entrada no jornalismo aconteceu ainda durante a faculdade. Zuenir começou trabalhando no arquivo da Tribuna da Imprensa e, em seguida, passou por importantes jornais e revistas do país. No início dos anos 1960, também ampliou sua formação profissional em Paris.

Entretanto, sua carreira ficou marcada por reportagens ligadas a momentos importantes do Brasil. No fim dos anos 1980, o trabalho realizado no Acre sobre Chico Mendes recebeu os prêmios Esso e Vladimir Herzog.

Livros que ajudaram a contar o Brasil

Em 1988, Zuenir lançou '1968 - O Ano que Não Terminou', obra que se tornou uma das mais conhecidas de sua trajetória. O período abordado no livro também atravessou sua vida pessoal: em 1968, ele e a jornalista Mary Akiersztein, com quem se casou, chegaram a ser presos.

Anos depois, outro mergulho jornalístico deu origem a 'Cidade Partida'. Para escrever a obra, Zuenir acompanhou o cotidiano de Vigário Geral após a chacina ocorrida na comunidade carioca, aproximando a discussão sobre violência das histórias de quem vivia naquele cenário.

Zuenir Ventura e o otimismo

Em 2015, o escritor passou a integrar a Academia Brasileira de Letras, na cadeira 32, anteriormente ocupada por Ariano Suassuna. Sobre a convivência na instituição, chegou a brincar: "É agradável e tem muito humor. Nós velhinhos temos muito humor".

Apesar de ter dedicado boa parte da carreira a temas difíceis, Zuenir costumava destacar uma característica pessoal que considerava cada vez mais rara. Em depoimento ao Museu da Imagem e do Som, resumiu esse olhar em uma frase: "Tenho qualidades e defeitos, e uma coisa que hoje está fora de moda chamada otimismo. Espero que quando eu morrer o otimismo esteja na moda".

Zuenir deixa a mulher, Mary, os filhos Elisa e Mauro e os netos Alice e Eric.

Bons Fluidos
Compartilhar

Comentários

Os comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião deste site. Se achar algo que viole os termos de uso, denuncie.

Publicidade
Meu Terra