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Proteção solar: 5 deslizes que dermatologistas veem todo dia

Aplicar pouco produto ou misturar com hidratante pode deixar sua pele vulnerável; confira o guia definitivo para não errar mais

28 jan 2026 - 19h13
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Item indispensável o ano todo o proteror solar ainda é usado de forma equivocada pela maioria dos brasileiros. A convite da Helioderm, a dermatologista Vanessa Perusso listou os deslizes mais perigosos que cometemos na rotina de skincare. 

Veja os 5 deslizes mais cometidos na hora de usar protetor solar
Veja os 5 deslizes mais cometidos na hora de usar protetor solar
Foto: Shutterstock / Alto Astral

"Não basta aplicar, precisa aplicar do jeito certo", alerta a especialista. Muitas vezes, pequenos hábitos (como aquela misturinha caseira) podem anular completamente a eficácia do FPS.

1. Qual a quantidade de protetor solar aplicar?

Você provavelmente está usando menos produto do que deveria. Aplicar uma camada fina demais reduz drasticamente o nível de proteção indicado no rótulo.

Quantidade correta: para o rosto, a dermatologista indica a regra dos três dedos. Aplique uma linha de protetor nos dedos indicador, médio e anelar. Essa é a dose para cobrir rosto e pescoço com segurança (equivalente a uma colher de chá).

Para o corpo, a medida muda:

  • Corpo inteiro: Cerca de três colheres de sopa.

  • Mãos cheias: Duas mãos cheias de produto garantem cobertura total.

2. Misturar com base ou hidratante

Na correria da manhã, a ideia de misturar o protetor solar com a base líquida ou o hidratante na palma da mão parece genial para ganhar tempo. Mas cuidado: isso é um erro grave.

Ao misturar as fórmulas, você dilui o filtro solar e altera a estabilidade química do produto. O FPS 50 pode virar um FPS 15 sem você perceber.

Solução: aplique em camadas. Primeiro o hidratante, espere secar, depois o protetor solar. Ou, se busca praticidade, invista em protetores com cor que já funcionam como maquiagem e tratamento.

3. Esquecer os "pontos cegos"

"Quem nunca queimou o peito do pé ou a parte de trás da orelha?", questiona Vanessa.

Existem áreas que nosso cérebro ignora na hora da aplicação, mas que são locais frequentes de câncer de pele e queimaduras dolorosas.

Checklist das áreas esquecidas:

  • Orelhas (inclusive atrás delas);

  • Nuca;

  • Couro cabeludo (principalmente na risca do cabelo);

  • Peito do pé;

  • Mãos.

Alerta extra: A roupa não protege tudo! Raios UVA e UVB atravessam tecidos finos de biquínis e camisetas, queimando a pele por baixo.

4. Achar que nublado = protegido

Esse é o mito mais persistente. "Mesmo quando o céu está nublado, a radiação continua presente", reforça a médica.

Os raios UVA (responsáveis pelo envelhecimento e manchas) atravessam as nuvens e janelas com facilidade. Portanto, o uso deve ser diário, faça chuva ou faça sol.

Para o dia a dia, a recomendação é apostar em FPS 50 ou 70, garantindo uma barreira potente contra a luz visível e a radiação solar.

5. Aplicar uma vez e esquecer

Passar protetor às 8h da manhã e achar que está protegido até o jantar é uma ilusão. O suor, a oleosidade natural da pele e o atrito das mãos no rosto removem o produto.

Reaplique a cada três horas. Se estiver na praia ou piscina, a reaplicação deve ser feita imediatamente após sair da água ou transpirar muito.

Para facilitar, versões em spray ou aerossol são grandes aliadas na reposição, pois não estragam a maquiagem e cobrem grandes áreas do corpo rapidamente.

Alto Astral
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