Proteção solar: 5 deslizes que dermatologistas veem todo dia
Aplicar pouco produto ou misturar com hidratante pode deixar sua pele vulnerável; confira o guia definitivo para não errar mais
Item indispensável o ano todo o proteror solar ainda é usado de forma equivocada pela maioria dos brasileiros. A convite da Helioderm, a dermatologista Vanessa Perusso listou os deslizes mais perigosos que cometemos na rotina de skincare.
"Não basta aplicar, precisa aplicar do jeito certo", alerta a especialista. Muitas vezes, pequenos hábitos (como aquela misturinha caseira) podem anular completamente a eficácia do FPS.
1. Qual a quantidade de protetor solar aplicar?
Você provavelmente está usando menos produto do que deveria. Aplicar uma camada fina demais reduz drasticamente o nível de proteção indicado no rótulo.
Quantidade correta: para o rosto, a dermatologista indica a regra dos três dedos. Aplique uma linha de protetor nos dedos indicador, médio e anelar. Essa é a dose para cobrir rosto e pescoço com segurança (equivalente a uma colher de chá).
Para o corpo, a medida muda:
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Corpo inteiro: Cerca de três colheres de sopa.
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Mãos cheias: Duas mãos cheias de produto garantem cobertura total.
2. Misturar com base ou hidratante
Na correria da manhã, a ideia de misturar o protetor solar com a base líquida ou o hidratante na palma da mão parece genial para ganhar tempo. Mas cuidado: isso é um erro grave.
Ao misturar as fórmulas, você dilui o filtro solar e altera a estabilidade química do produto. O FPS 50 pode virar um FPS 15 sem você perceber.
Solução: aplique em camadas. Primeiro o hidratante, espere secar, depois o protetor solar. Ou, se busca praticidade, invista em protetores com cor que já funcionam como maquiagem e tratamento.
3. Esquecer os "pontos cegos"
"Quem nunca queimou o peito do pé ou a parte de trás da orelha?", questiona Vanessa.
Existem áreas que nosso cérebro ignora na hora da aplicação, mas que são locais frequentes de câncer de pele e queimaduras dolorosas.
Checklist das áreas esquecidas:
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Orelhas (inclusive atrás delas);
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Nuca;
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Couro cabeludo (principalmente na risca do cabelo);
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Peito do pé;
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Mãos.
Alerta extra: A roupa não protege tudo! Raios UVA e UVB atravessam tecidos finos de biquínis e camisetas, queimando a pele por baixo.
4. Achar que nublado = protegido
Esse é o mito mais persistente. "Mesmo quando o céu está nublado, a radiação continua presente", reforça a médica.
Os raios UVA (responsáveis pelo envelhecimento e manchas) atravessam as nuvens e janelas com facilidade. Portanto, o uso deve ser diário, faça chuva ou faça sol.
Para o dia a dia, a recomendação é apostar em FPS 50 ou 70, garantindo uma barreira potente contra a luz visível e a radiação solar.
5. Aplicar uma vez e esquecer
Passar protetor às 8h da manhã e achar que está protegido até o jantar é uma ilusão. O suor, a oleosidade natural da pele e o atrito das mãos no rosto removem o produto.
Reaplique a cada três horas. Se estiver na praia ou piscina, a reaplicação deve ser feita imediatamente após sair da água ou transpirar muito.
Para facilitar, versões em spray ou aerossol são grandes aliadas na reposição, pois não estragam a maquiagem e cobrem grandes áreas do corpo rapidamente.
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