Primeiros passos do bebê: pediatra orienta como adaptar a rotina
Entre os 8 e 18 meses, o bebê ganha mobilidade e a casa precisa se adaptar. Veja 5 mudanças simples que tornam a rotina mais segura e prática nessa fase.
Entre os 8 e 18 meses, o início dos primeiros passos do bebê exige adaptações na rotina para aliar segurança e desenvolvimento. Segundo a pediatra Renata Pitangueira, é fundamental usar roupas confortáveis, proteger o ambiente contra acidentes domésticos e manter a regularidade do sono. A especialista também recomenda fraldas de vestir para facilitar as trocas com a criança em pé e ressalta a importância de celebrar cada conquista para fortalecer o vínculo familiar.
Engatinhar, ficar em pé e dar os primeiros passos são conquistas lindas — mas que pedem alguns ajustes na rotina para garantir mais segurança e praticidade no dia a dia. Entre os 8 e 18 meses, o bebê ganha mobilidade e a casa precisa se adaptar a essa nova fase de exploração.
A convite de Huggies®, a pediatra Dra. Renata Pitangueira, da Rede Mater Dei de Saúde, reuniu orientações valiosas para ajudar as famílias a tornarem esse período mais tranquilo.
1. Invista em roupas que liberem o movimento
Nessa fase, o bebê passa boa parte do dia testando novas formas de se movimentar. Roupas confortáveis, leves e que não restrinjam braços e pernas podem facilitar essa exploração.
"É importante que a criança tenha liberdade para se movimentar e experimentar diferentes posições. Roupas confortáveis contribuem para que ela possa explorar o próprio corpo e o ambiente sem desconforto", explica Renata.
Essa liberdade de movimento é fundamental para o desenvolvimento motor, pois estimula o fortalecimento muscular, o equilíbrio e a coordenação, além de favorecer a percepção corporal e a autoconfiança da criança para descobrir o mundo ao seu redor.
2. Olhe a casa do ponto de vista do bebê
Quando a criança começa a engatinhar e a andar, tudo o que antes parecia fora de alcance passa a ser uma tentação a um braço de distância. É o momento ideal para dar uma olhada geral pela casa: proteger as tomadas, colocar travas em armários e gavetas, e guardar bem longe aqueles objetos pequenos, pontiagudos ou frágeis que costumam ficar esquecidos por aí.
Vale um cuidado especial com a cozinha, que concentra a maioria dos acidentes na infância — o ideal é que o bebê nunca fique sozinho ali. O banheiro pede a mesma atenção: melhor sempre por perto.
Dicas extras de segurança
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Fixe móveis altos à parede (estantes, cômodas, TVs) para evitar tombamentos.
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Proteja quinas de mesas e bancadas com cantoneiras macias.
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Instale grades de segurança no topo e na base das escadas.
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Mantenha objetos pequenos, moedas e pilhas fora do alcance para prevenir engasgos.
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Use tapetes antiderrapantes ou retire tapetes soltos.
3. Mantenha a rotina de sono em dia
A maior atividade física e a quantidade de estímulos podem deixar os dias mais agitados. Ainda assim, manter horários previsíveis para dormir e observar os sinais de cansaço da criança ajuda a preservar essa rotina.
É durante o repouso profundo que o organismo libera o hormônio do crescimento e consolida aprendizagens, o que torna esse momento essencial para o desenvolvimento infantil.
4. Adapte a hora da troca de fraldas
Nem toda mudança nessa fase acontece fora de casa. Conforme o bebê começa a ficar em pé e andar, mantê-lo deitado durante a troca pode se tornar um desafio.
Nesse momento, soluções que acompanham a nova mobilidade podem tornar a rotina mais simples. É o caso das fraldas de vestir, que podem ser colocadas como uma peça de roupa e permitem realizar a troca com a criança em pé.
"Quando a criança já está mais ativa, conseguir fazer uma troca sem precisar interromper completamente seus movimentos pode facilitar bastante o momento para os pais e para o bebê", afirma Dra. Renata.
5. Aproveite as pequenas conquistas
Os primeiros passos, uma nova palavra ou a descoberta de um objeto podem parecer acontecimentos pequenos para um adulto, mas representam grandes conquistas para o bebê. Brincar junto, acompanhar suas descobertas e demonstrar interesse por essas experiências são formas simples de fortalecer o vínculo entre pais e filhos.
"Essa é uma fase de muitas transformações. A criança está descobrindo novas possibilidades todos os dias, e pequenas adaptações na rotina podem ajudar a tornar esse processo mais confortável e seguro para toda a família", completa a pediatra.
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