Prefeito do Rio relacionada ventos fortes ao El Niño; entenda impacto do fenomeno no pais
Segundo a Climatempo, o vendaval, que atingiu áreas do Sul e do Sudeste, provocou rajadas superiores a 100 km/h, deixando ao menos cinco vítimas
Nesta manhã quinta-feira (30), o prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Cavaliere, afirmou que os ventos que atingiram a capital fluminense na tarde de quarta-feira (29) foram mais severos do que o previsto pelas autoridades e relacionou o episódio aos efeitos do El Niño.
"O aviso feito ontem, no começo da tarde, era de ventos muito menos intensos do que os que acabaram ocorrendo. Realmente, foi um evento extremo, relacionado ao Super El Niño, mais intenso do que o previsto pelas estações meteorológicas", disse em entrevista à 'TV Globo'.
A ventania provocou, segundo informações do Climatempo, rajadas superiores a 100 km/h em áreas do Sul e do Sudeste. No Rio de Janeiro e em São Paulo, houve queda de árvores, interrupção no fornecimento de energia e danos à infraestrutura. Além disso, os ventos fortes deixaram duas vítimas na região central do Rio e três no estado paulista.
Além dos ventos, como o El Niño pode impactar o país?
No mês passado, a Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA) confirmou o retorno do El Niño e informou que o fenômeno ocorreria com maior intensidade em 2026/2027. Após o anúncio, então, o Climatempo explicou como esse cenário poderá influenciar o clima brasileiro.
De acordo com a empresa de meteorologia, o El Niño costuma favorecer chuvas acima da média na Região Sul, além de provocar eventos extremos. Informações da NOAA apontam que o fenômeno tende a ganhar força sobre a América do Sul durante a primavera de 2026 — ou seja, entre setembro e dezembro.
Nesse período, o evento climático também pode elevar as temperaturas acima da média em grande parte do país. Esse cenário ainda reduz as chuvas no Norte e em parte do Nordeste. A Climatempo ressalta, porém, que a intensidade do El Niño não determina, sozinha, os impactos observados. Outros fatores atmosféricos, como a temperatura do Oceano Atlântico e diferentes sistemas meteorológicos, também alteram a forma como cada região sente esses efeitos.
"O pico de influência climática é esperado entre outubro de 2026 e março de 2027, coincidindo com o período em que os modelos projetam as maiores anomalias de temperatura no Pacífico Equatorial. Até lá, a Climatempo seguirá monitorando a evolução do fenômeno e atualizando suas projeções conforme novas discussões diagnósticas forem divulgadas", apontou a empresa em comunicado.
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