Planos de saúde têm novas coberturas obrigatórias para DIU hormonal, remédios e exames
Determinação da ANS inclui tratamento para endometriose, medicamentos imunobiológicos e elastografia hepática
A ANS incluiu novas coberturas obrigatórias em planos de saúde, abrangendo DIU hormonal para endometriose, medicamentos imunobiológicos e elastografia hepática, com vigência a partir de 1º de outubro.
A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) determinou a inclusão e a atualização de procedimentos, exames e medicamentos de cobertura obrigatória pelas operadoras de planos de saúde. A medida foi publicada nesta terça-feira (22), no Diário Oficial da União.
A nova regulamentação passa a vigorar em 1º de outubro em todo o território nacional, alterando os anexos da norma que estabelece o Rol de Procedimentos e Eventos em Saúde.
Entre as principais mudanças operacionais, o implante de Dispositivo Intrauterino (DIU) hormonal passa a ter diretriz específica de utilização, com fornecimento obrigatório do dispositivo. A formulação das regras atende às diretrizes de incorporação de tecnologias em saúde previstas na legislação do setor e no Sistema Único de Saúde (SUS).
Os documentos integrais e anexos técnicos que orientam o atendimento aos beneficiários foram disponibilizados no site da ANS.
Quais são as regras para o DIU hormonal?
O procedimento passa a ser garantido para pacientes com diagnóstico de endometriose que apresentem contraindicação ou não adesão aos contraceptivos orais combinados. O atendimento também cobre beneficiárias com indicações clínicas estabelecidas na bula registrada perante a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).
Quais medicamentos passam a ser cobertos?
O Adalimumabe passa a ser fornecido para crianças a partir de 2 anos e adolescentes com uveíte não infecciosa ativa. O medicamento Rituximabe foi incorporado para a terapia de manutenção contra a vasculite associada a anticorpos anti-citoplasma de neutrófilos (ANCA), enquanto a Anfotericina B lipossomal passa a cobrir casos de leishmaniose visceral em regime ambulatorial.
Qual exame foi adicionado ao rol?
A elastografia hepática ultrassônica passa a ter custeio obrigatório para pessoas diagnosticadas com colangite biliar primária que possuam suspeita ou quadro confirmado de fibrose ou cirrose no fígado.
Comentários
Os comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião deste site. Se achar algo que viole os termos de uso, denuncie.