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Plano de saúde: por que a nova geração tem aderido menos aos convênios?

Novos modelos de acesso à saúde começam a surgir no Brasil para atender jovens empreendedores ou àqueles fora do mercado formal de trabalho

2 abr 2026 - 13h57
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O Brasil vive uma transformação silenciosa no perfil de sua força de trabalho jovem. E essa mudança pode ter impactos profundos na forma como milhões de pessoas acessam cuidados médicos no país.

Plano de saúde: por que a nova geração não tem aderido aos convênios tradicionais?
Plano de saúde: por que a nova geração não tem aderido aos convênios tradicionais?
Foto: Revista Malu

Uma pesquisa realizada pelo Centro de Estudos Sociedade, Universidade e Ciência (Sou_Ciência), da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), em parceria com o Instituto de Pesquisa IDEIA, revelou que 30% dos jovens entre 18 e 27 anos querem ter o próprio negócio, enquanto apenas 11% afirmam querer trabalhar com carteira assinada (CLT).

Esse cenário indica uma mudança geracional importante na relação com o trabalho. Isso pode trazer um efeito colateral sem precedentes: uma geração inteira pode ficar fora do modelo tradicional de saúde privada.

Plano de saúde no Brasil ainda depende da CLT

Se, por um lado, a quantidade de jovens que desejam seguir uma carreira autônoma aumenta, por outro, a perspectiva de ter um bom plano de saúde se torna cada vez mais distante para quem não está no mercado forma de trabalho.

Segundo dados da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), no Brasil, 53 milhões de pessoas possuem planos de saúde. Desse total, 73% (38,6 milhões) que possuem planos de saúde são empresariais. Ou seja, para a maioria dos brasileiros, o acesso a um plano de saúde ainda depende da carteira assinada.

Diante do desejo de trabalhar de forma independente, surge um desafio estrutural: se menos jovens querem CLT, menos jovens terão acesso ao plano de saúde.

Novos modelos para cuidados com a saúde ganham espaço no Brasil

Diante desse panorama, cresce a necessidade de modelos alternativos de acesso à saúde. É nesse contexto que a CrowdCare, uma plataforma online de financiamento coletivo para despesas médicas, chegou ao Brasil no início de 2026.

Segundo Karina Brito, CEO da CrowdCare no Brasil, o modelo de negócios da startup é um crowdfunding voltado exclusivamente para o financiamento coletivo de despesas médicas, incluindo consultas, exames, cirurgias e outros procedimentos hospitalares e clínicos. Para se tornar membro, basta baixar o aplicativo, já disponível para Android e iOS.

Há três modalidades de associação:

  • Associação individual para pessoas de 0 a 54 anos - R$ 250
  • Associação individual para pessoas de 54 a 64 anos - R$ 410
  • Associação familiar para até 4 membros - R$ 550

"Os membros da CrowdCare são pacientes particulares. Com isso, podem escolher livremente médicos, laboratórios, hospitais e outros serviços elegíveis para financiamento, sem burocracias ou restrições, em todo o território brasileiro", comenta Karina.

"Após a adesão, os membros podem acionar a CrowdCare por meio do aplicativo para solicitar apoio com suas despesas médicas. O membro paga a mensalidade e, a cada despesa médica, há uma coparticipação de R$ 250. O mais importante é que esse compromisso é sempre fixo, independentemente do valor da conta médica. A única exceção é o parto", explica a executiva.

Na prática, funciona da seguinte maneira: o membro realiza uma consulta médica no valor de R$ 650, paga diretamente ao médico e solicita o reembolso pelo aplicativo, que será de R$ 400.

"Quando a despesa é maior, como em exames ou cirurgias, a CrowdCare pode negociar diretamente com o hospital e cobrir as despesas, caso o membro não tenha recursos para quitar a conta naquele momento", adiciona Karina.

Totalmente digital

Para além da mudança nas relações de trabalho, apontada pelos estudos, jovens das gerações Z e Millennials lideram o uso de aplicativos e plataformas digitais para cuidados com a saúde, com maior adesão à telemedicina e soluções digitais, segundo estudo da McKinsey.

"Nesse contexto, a CrowdCare vem ao encontro dos hábitos e comportamentos desse público, uma vez que os serviços são 100% digitais e com foco na experiência do usuário. O aplicativo centraliza a jornada, permitindo que o membro se comunique com a empresa, solicite reembolsos e acesse outras funcionalidades, sem burocracias", relata Karina.

"Adicionalmente, o aplicativo oferece consultas médicas e psicoterapia online, descontos em medicamentos, cobertura para vacinas fora do calendário do Ministério da Saúde e acesso a um consultor de saúde disponível 24 horas por dia, sete dias por semana", conta a executiva.

"Sem dúvida, a tendência hoje é encontrar maneiras mais sustentáveis de cuidar da saúde. O modelo de cuidado médico da CrowdCare é centrado no paciente, priorizando a experiência de nossos membros. Com isso, esperamos proporcionar aos brasileiros, que não fazem parte do mercado formal de trabalho, acesso a serviços médicos de qualidade e de forma inovadora", finaliza Karina.

Revista Malu Revista Malu
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