Pielonefrite: entenda a infecção silenciosa que afeta principalmente mulheres
Quadro pode começar com sintomas menos evidentes, como dor na lombar, e evoluir para dor intensa e febre; saiba identificar, tratar e prevenir a infecção nos rins
A pielonefrite é uma infecção renal grave, mais comum em mulheres devido à anatomia da uretra, causada principalmente pela bactéria E. coli vinda do trato urinário. Embora comece silenciosa, evolui com febre, dor lombar, calafrios e sintomas urinários. Casos não tratados podem levar à infecção generalizada e exigir internação com antibióticos na veia. A prevenção inclui boa hidratação e higiene adequada, sendo essencial a busca por avaliação médica imediata ao surgirem os sintomas.
A empresária e influenciadora Bianca Andrade, conhecida como Boca Rosa, revelou nesta semana ter sido internada após receber o diagnóstico de pielonefrite, uma infecção que atingiu os rins. O relato chamou atenção porque, segundo ela, o problema começou com poucos sinais antes de evoluir.
A condição, mais comum entre mulheres, surge quando bactérias presentes no trato urinário conseguem chegar aos rins. Com isso, uma infecção que parecia restrita à bexiga pode se agravar, principalmente se não for identificada e tratada adequadamente.
Sintomas da pielonefrite
De acordo com especialistas, assim como ocorreu com a famosa, os sintomas começam de forma discreta, mas tendem a mudar com o avanço da infecção. Ao atingir os rins, o quadro provoca manifestações mais intensas, como febre, calafrios e dor na região lombar ou na lateral do corpo. Dependendo da situação, outros sinais também podem surgir logo no início:
- Dor ou ardência ao urinar;
- Vontade frequente ou urgente de ir ao banheiro;
- Urina turva, com sangue ou odor diferente;
- Náuseas e vômitos.
A Cleveland Clinic, centro médico acadêmico norte-americano, destaca que a presença de febre e dor nas costas ou na lateral do corpo é justamente o que ajuda a diferenciar uma infecção renal de um quadro restrito à parte inferior do trato urinário.
Por que a infecção é mais comum em mulheres?
Além disso, profissionais da saúde apontam que as mulheres estão mais sujeitas às infecções por uma característica anatômica: a uretra feminina é mais curta e fica próxima ao ânus. Essa configuração facilita a entrada de bactérias no sistema urinário.
Entre os microrganismos associados à pielonefrite, a Escherichia coli é um dos principais. A bactéria faz parte naturalmente da flora intestinal. No entanto, pode afetar a saúde ao alcança o trato urinário. Algumas situações também aumentam a probabilidade da pielonefrite, como cálculos renais, alterações no fluxo da urina, uso de cateteres e gravidez.
Quando a pielonefrite se torna perigosa?
A evolução da pielonefrite exige atenção porque, quando não tratada adequadamente, a infecção pode se intensificar, comprometer os rins e progredir para uma infecção generalizada. Em certas situações, a piora ocorre de forma rápida, exigindo intervenção médica imediata.
O urologista Thiago Guirro apontou que, quando a infecção atinge esse estágio, o paciente pode precisar de acompanhamento hospitalar. "Normalmente essas infecções que acabam subindo para o rim geram uma condição urinária grave. Não é raro ser necessário o tratamento com antibióticos na veia", apontou em um vídeo publicado no Youtube.
Como é feito o tratamento?
A principal forma de combater a pielonefrite é com antibióticos. A escolha do medicamento, contudo, depende da avaliação médica e pode levar em consideração exames de urina e a urocultura, capaz de identificar a bactéria responsável pela infecção.
Em quadros mais intensos, conforme ressaltou o médico, a medicação pode ser administrada diretamente na veia durante a internação. O objetivo é controlar a infecção e impedir que ela provoque complicações.
Dicas para prevenir a pielonefrite
Alguns hábitos podem ajudar a diminuir a ocorrência de infecções no trato urinário e evitar o diagnóstico de pielonefrite. Entre os principais cuidados estão:
- Beber água regularmente;
- Não segurar a urina por períodos prolongados;
- Urinar após as relações sexuais;
- Manter uma higiene íntima adequada;
- Fazer a limpeza da frente para trás após evacuar;
- Evitar produtos íntimos que possam provocar irritação.
Essas medidas não impedem todos os casos, mas podem contribuir para a saúde do trato urinário. Já diante de febre, dor nas costas, calafrios ou alterações urinárias, o mais importante é procurar avaliação profissional e não tentar tratar a infecção por conta própria.
Comentários
Os comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião deste site. Se achar algo que viole os termos de uso, denuncie.