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Cão morre e é diagnosticado com raiva em SP; último caso data de 1997

Doença é quase 100% letal; exames ainda vão diagnosticar se o vírus que afetou o cachorro é do tipo canino ou transmitido por morcegos

4 set 2023 - 13h49
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Imagem meramente ilustrativa de um cachorro
Imagem meramente ilustrativa de um cachorro
Foto: Victor Grabarczyk/ Unsplash

Um cachorro foi diagnosticado com raiva na cidade de São Paulo. O caso, que veio a público nesta segunda-feira (4), foi confirmado por um laudo assinado na última quinta (31).

Quando foi resgatado no dia 27, o cão apresentava sintomas neurológicos. Segundo o jornal O Globo, ele foi levado para um centro veterinário em Taboão da Serra e tratado isoladamente.

Mas o estado de saúde do animal piorou — a doença é quase 100% letal — e ele foi submetido a uma eutanásia "por questão de humanidade", disse o hospital.

Um dia depois, o corpo do cachorro foi encaminhado para a Faculdade de Medicina Veterinária da Universidade de São Paulo (USP). No instituto, uma amostra do cérebro do cão foi analisada, a equipe realizou um teste PCR de raiva e o resultado confirmou a doença. 

No Estado de São Paulo, o último caso da variante canina da doença havia sido registrado em 1997, há 26 anos. O que ainda não se sabe é se o vírus que afetou o cachorro é do tipo canino ou o transmitido por morcegos. Outros exames devem esclarecer esses detalhes.

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Medidas necessárias

De acordo com a publicação, a Divisão de Vigilância de Zoonoses da Secretaria Municipal de Saúde vacinou as pessoas que tiveram contato com o animal. A pasta também reforçou a campanha de vacinação em cães e gatos da região onde o animal foi contaminado.

A raiva é um tipo de zoonose que infecta mamíferos, podendo se tratar de animais ou humanos. A transmissão acontece quando os vírus presentes na saliva do animal infectado penetram no organismo através da pele ou de mucosas.

Sintomas conhecidos são dificuldade para engolir, salivação abundante, mudança de comportamento, mudança de hábitos alimentares e paralisia das patas traseiras. Como aponta o Ministério da Saúde, no caso dos cães, o latido também fica diferente, com um "uivo rouco".

Fonte: Redação Terra Você
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