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8 mitos ultrapassados que podem prejudicar a saúde do seu animal de estimação 

Hábitos ainda vistos como "normais" podem trazer riscos silenciosos ao bem-estar de cães e gatos

29 jun 2026 - 17h00
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Cuidar de um cachorro ou de um gato vai muito além de oferecer alimento, água e carinho. Assim como os humanos, os pets precisam de uma rotina de atenção à saúde, prevenção e manejo adequado para viverem com qualidade. O problema é que, mesmo com mais informação disponível hoje, ainda há orientações antigas que passam de geração em geração, mas que não fazem sentido à luz da medicina veterinária atual. Alguns desses mitos parecem inofensivos, mas podem atrasar diagnósticos, favorecer doenças, causar desconforto e até colocar a vida do cão ou do gato em risco.

Alguns mitos, apesar de parecerem inofensivos, podem colocar a saúde dos animais em risco
Alguns mitos, apesar de parecerem inofensivos, podem colocar a saúde dos animais em risco
Foto: Anna Averianova | Shutterstock / Portal EdiCase

Abaixo, conheça alguns mitos ultrapassados que podem prejudicar a saúde do seu animal de estimação.

1. Se o pet vive dentro de casa, não precisa de vacina

Mito. Esse é um dos mitos mais perigosos quando o assunto é prevenção. Viver em apartamento ou sair pouco não significa que cães e gatos estão protegidos de doenças infecciosas. Vírus e bactérias podem chegar ao ambiente por meio de roupas, sapatos, objetos, visitas, outros animais e até em idas rápidas ao veterinário ou ao banho e tosa. O correto é seguir o protocolo vacinal recomendado pelo médico-veterinário, de acordo com a idade, o estilo de vida e o histórico de saúde do animal.

2. Gato não precisa ir ao veterinário porque é independente

Mito. A fama de independente faz muita gente acreditar que o gato "se vira sozinho" e só precisa de atendimento quando apresenta sinais muito evidentes de doença. O problema é que os felinos costumam esconder dor e desconforto, o que faz com que muitas enfermidades sejam percebidas apenas em fases mais avançadas.

Doenças renais, problemas dentários, obesidade, alterações urinárias e distúrbios hormonais podem evoluir silenciosamente. Por isso, o ideal é manter consultas de rotina, check-ups periódicos e observar mudanças sutis no comportamento, na ingestão de água, no uso da caixa de areia e no apetite.

3. Leite é um alimento bom para todo gato

Mito. A imagem do gato bebendo leite é clássica, mas isso não significa que a prática seja saudável. Após o desmame, muitos deles passam a ter dificuldade para digerir a lactose, o açúcar presente no leite. Quando isso acontece, o consumo pode causar vômitos, diarreia, gases, dor abdominal e desconforto intestinal. Isso também vale para cães, que também podem ter intolerância. Na prática, água fresca e uma alimentação adequada são suficientes para a rotina do pet.

Oferecer osso ao cachorro pode parecer um simples agrado, mas pode se transformar em um problema de saúde
Oferecer osso ao cachorro pode parecer um simples agrado, mas pode se transformar em um problema de saúde
Foto: sophiecat | Shutterstock / Portal EdiCase

4. Dar ossos é natural e faz bem para o cachorro

Mito. Embora o hábito seja antigo, oferecer ossos a cães está longe de ser uma recomendação segura. Ossos podem quebrar os dentes, causar engasgos, perfurar o trato digestivo e provocar obstruções intestinais, principalmente quando se fragmentam em lascas. Mesmo cozidos, tendem a ficar mais quebradiços e perigosos. Além dos riscos físicos, alguns têm excesso de gordura e podem contribuir para episódios de pancreatite ou desconforto gastrointestinal.

5. Cachorro saudável pode comer qualquer resto de comida da casa

Mito. Dividir o prato com o cachorro pode expor o animal a ingredientes inadequados, excesso de sal, gordura, temperos e alimentos tóxicos. Cebola, alho, chocolate, uva, uva-passa, xilitol e bebidas alcoólicas são alguns exemplos de itens que podem causar intoxicações e complicações sérias. Mesmo quando o alimento não é tóxico, o excesso de calorias e a falta de equilíbrio nutricional favorecem obesidade, pancreatite e carências alimentares.

6. Se o cão ou gato está comendo e brincando, ele não está doente

Mito. Nem sempre a ausência de sinais óbvios significa saúde em dia. Muitos problemas se desenvolvem de forma lenta e silenciosa, sem alterar de imediato o apetite ou a disposição do pet. Doença renal, alterações cardíacas, hipertensão, problemas dentários, obesidade, distúrbios hormonais e até alguns tumores podem avançar sem manifestações claras no começo. Além disso, cães e gatos têm instintos de sobrevivência que podem mascarar dor ou fraqueza.

7. Pulga e carrapato só aparecem no verão

Mito. É verdade que o calor favorece a proliferação de pulgas e carrapatos, mas isso não significa que eles desapareçam no restante do ano. Em ambientes urbanos, especialmente dentro de casa, esses parasitas podem encontrar condições favoráveis durante todas as estações. Além da coceira e do desconforto, eles podem transmitir doenças, provocar dermatites alérgicas, anemia e infecções.

8. Vermífugo e remédio podem ser dados por conta própria, porque são sempre iguais

Mito. Automedicar cães e gatos é um erro que pode sair caro para a saúde do animal. Nem todo remédio serve para todo pet, e a dose errada pode causar intoxicação, falha no tratamento e agravamento do quadro. Isso vale para vermífugos, antipulgas, anti-inflamatórios, antibióticos e medicamentos humanos. Um gato, por exemplo, pode ter reações graves a substâncias que parecem inofensivas para pessoas ou cães. Além disso, vermifugar sem avaliação pode mascarar sintomas e não resolver a causa real do problema.

Portal EdiCase
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