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Maratona do Vinho: 42 km no Vale dos Vinhedos para curtir, não para bater RP

Entre parreirais, subidas e vinho no pódio, uma maratona desafiadora que é experiência, festa e superação no Sul do Brasil

25 fev 2026 - 13h48
(atualizado em 25/3/2026 às 16h12)
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Foto: Divulgação / Contra-Relógio
Foto: Divulgação / Contra-Relógio
Fotos: Tião Moreira

No sábado, 07 de fevereiro, participei pela terceira vez da Maratona do Vinho.

Se você acha que maratona tem que ser Major, no asfalto, plana, rápida e cheia de "perfumaria", pode parar a leitura por aqui. Se está pensando em RP, índice para Boston, largada e chegada com pirotecnia, também nem continue.

Agora, se quer conhecer uma corrida que é uma experiência, uma viagem, um evento diferente em que, após a merecidíssima medalha, você ainda tem comidas, bebidas, taça, premiação com vinho e shows, seja muito bem-vindo ou bem-vinda.

A 12ª edição da Maratona do Vinho reuniu mais de 2 mil atletas no Vale dos Vinhedos, percorrendo as cidades de Bento Gonçalves, Monte Belo do Sul e Garibaldi em meio aos parreirais, na época da vindima (colheita de uvas), com um percurso variado de asfalto, terra, pedras e muitas subidas e descidas.

A entrega dos kits, na sexta-feira, aconteceu no lindo Hotel Dall'Onder, com direito a shows, lojinhas e degustação de suco de uva.

O kit é um show à parte. Além da bela camiseta e do número de peito, havia muitas guloseimas, geleia, sucos de uva, água de coco e keep cooler. Tudo acondicionado em uma linda e personalizada caixa.

No sábado, a primeira largada foi a dos 42 km da maratona, às 6h, com pouco mais de 200 malucos, digo, atletas. Depois largaram as outras distâncias de 21 km, 7 km de corrida e caminhada, além da turma que ia revezar os 42 km.

Não pense que os 7 km são duas voltas no parque ou uma na lagoa. São 7 km de muita força para subir e descer. E também é lindo.

Foto: Divulgação / Contra-Relógio
Foto: Divulgação / Contra-Relógio
Foto: Divulgação / Contra-Relógio
Fotos: Tião Moreira

O percurso é extremamente desafiador e bem sinalizado. Mesmo assim, houve um batedor para sinalizar e ser seguido pelos mais rápidos. Como eu não sou rápida, não vi nem a sombra deles na largada nem no percurso. Também não me perdi.

Larguei muito atrás do funil, ou melhor, do barril de vinho, e fui seguindo e passando muitos corredores até aproximadamente o km 12. O aroma das uvas é tão bom que consegue até diminuir o sofrimento das subidas.

Infelizmente, após o km 13, senti que tinha uma pedrinha ou algo do tipo dentro do meu tênis, no calcanhar do pé esquerdo. Não dava para parar no trecho de pedras. Fui tentando correr com o incômodo até chegar ao asfalto.

Os postos de hidratação também eram pontos do revezamento, o que ajudava a animar os maratonistas. Eram locais de muita vibração, torcida, água, frutas, suco, vinho, gel, refrigerante, isotônico e muita uva.

Foto: Divulgação / Contra-Relógio
Foto: Divulgação / Contra-Relógio
Foto: Divulgação / Contra-Relógio
Fotos: Tião Moreira

Parei em um posto de hidratação para tentar achar e tirar a pedra, mas já era tarde. Eu já tinha ganhado uma bolha no meio do calcanhar, que só foi crescendo, crescendo, crescendo e doendo, doendo, doendo, até que, no km 21, desisti de correr. O objetivo passou a ser simplesmente chegar inteira.

No percurso havia vilarejos, igrejas, vinícolas, lagos, casas lindas e muita plantação pelas subidas intermináveis. Até um riozinho tivemos que atravessar. A chuva também apareceu. O clima estava maravilhoso. A chuva chegou para refrescar ainda mais e embelezar o já deslumbrante visual. O único problema, para quem não estava conseguindo colocar o pé no chão, era que, na descida, as pedrinhas escorregam e, no asfalto, não tem como brecar só com a ponta do pé. Então, o objetivo era mesmo só chegar inteira.

Nos postos de revezamento, eu parava um pouco, conversava, me hidratava e, quando partia, era ultrapassada pelos corredores que largavam do ponto de troca. Assim, eu não ficava solitária em momento algum.

Foi minha 3ª participação nos 42 km e tinha tudo para ser pelo menos meia hora mais rápida se não fosse a bolha. Mesmo assim, fiz um novo recorde, com apenas 1 minuto de diferença para minha estreia em 2023.

A premiação para os campeões, além do belo troféu, é em garrafas de vinho e eles recebem proporcionalmente ao peso corporal. Sim, têm que subir na balança para calcular.

Há premiação também com vinho para os melhores das faixas etárias. A galera acelera forte nas subidas para conseguir subir ao pódio.

Muitos correm fantasiados, remetendo ao tema da prova, e para os fantasiados há premiação também.

Logo após cruzar o barril de vinho da chegada, recebemos a bela medalha, uma taça personalizada da prova e um cartão para desfrutar do pós-prova com vinho branco ou tinto, suco de uva, cerveja de vinho, grostoli ou cueca virada, frutas e água de coco. É só passear pela arena e ir se abastecendo.

A chuva espantou boa parte dos concluintes, mas quem ficou se divertiu bastante com as bandas. Elas cantaram e tocaram tanto que até a chuva parou e o sol apareceu.

Não é simplesmente uma corrida. É um desafio, uma experiência que a cada ano fica melhor e tem o apoio de toda a região.

Este foi o primeiro ano em que a Maratona do Vinho aconteceu no sábado. Dessa forma, os corredores puderam aproveitar a prova pela manhã, a festa do pós-prova durante a tarde e, à noite, quem tinha pernas foi passear pela cidade e curtir o Jantar das Estrelas, evento em que toda a cidade vai para a rua dançar, comer e beber bem.

Parabéns a todos e todas que se desafiaram pelo Vale dos Vinhedos e viveram essa experiência incrível.

Parabéns aos envolvidos na organização.

Quem quiser mais detalhes ou dicas pode me chamar.

A prova foi idealizada pelo maratonista e recordista Gregório Lavandoski, que confidenciou que esse percurso foi onde ele treinou a vida toda. Esse treinamento o levou a vencer tantas provas e a ser convocado para representar o Brasil, mundo afora.

Parabéns à Sandra e a todas as meninas envolvidas no capricho da prova, desde o belíssimo e delicioso kit até a chegada com a entrega da medalha, da taça, dos cartões e de tantos detalhes.

Ano que vem voltarei. E sem bolhas.

Agradecimento especial ao anjo, não tinha condições de nada, nem lembro se perguntei o nome, que furou minha bolha pós-chegada e, assim, pude voltar a pisar e a viver.

Contra-Relógio
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