Crews ganham força e impulsionam o crescimento da corrida no Brasil
Projeto dos 50 anos da Olympikus percorreu o Brasil e evidenciou uma tendência que se consolida como um dos motores da corrida de rua
A corrida de rua no Brasil vive um momento em que o senso de comunidade parece ser tão importante quanto o desempenho esportivo. Dados da pesquisa Por Dentro do Corre 2025, realizada pela Olympikus em parceria com a Box1824, indicam que mais da metade dos corredores brasileiros participa de grupos ou comunidades de corrida, evidenciando a força das chamadas crews na expansão da modalidade.
O fenômeno também ficou evidente durante a celebração dos 50 anos da Olympikus. Ao longo de 2025, a marca realizou e apoiou 50 corridas nas cinco regiões do país, passando por 18 estados e 29 cidades. Foram mais de 2.300 quilômetros percorridos e cerca de 300 mil corredores envolvidos em eventos que incluíram desde grandes provas até encontros organizados por grupos locais.
Segundo a marca, a experiência permitiu um contato mais próximo com comunidades que ajudam a movimentar a corrida diariamente, muitas vezes longe dos grandes circuitos. Em diferentes regiões do país, os grupos se consolidam como espaços de convivência, acolhimento e construção de identidade, atraindo novos praticantes para o esporte.
A pesquisa Por Dentro do Corre já apontava essa tendência. Para muitos corredores, a entrada na modalidade não acontece necessariamente por objetivos de performance ou pela busca de uma planilha de treinamento, mas pela oportunidade de encontrar pessoas com interesses em comum, criar amizades e fazer parte de uma comunidade.
Entre os grupos que participaram da jornada de 50 anos da Olympikus estão iniciativas que utilizam a corrida como ferramenta de representatividade e transformação social. No Rio Grande do Sul, o Corre Preto promoveu treinos e uma corrida especial no Dia da Consciência Negra, reunindo cerca de 1.200 participantes no Parque Marinha do Brasil, em Porto Alegre. Em São Paulo, o coletivo Corre Kilombo também participou das ações voltadas à valorização da cultura negra e à ocupação de espaços simbólicos da cidade.
Na Bahia, a SBN Running mostrou como a corrida pode fortalecer vínculos comunitários. Criado no Subúrbio Ferroviário de Salvador, o grupo transformou as ruas da região em ponto de encontro para corredores de diferentes perfis e registrou um dos maiores públicos entre as ativações realizadas pela marca.
O projeto também reuniu comunidades formadas a partir de interesses e experiências compartilhadas. A Chapadinhas de Endorfina, que reúne mais de 590 mil mulheres nas redes sociais, participou de encontros no Rio de Janeiro voltados ao bem-estar e à conexão por meio da prática esportiva. Em Curitiba, a High Pace integrou ações ao longo da jornada, enquanto, em Santarém (PA), o Papa-Léguas Turbo reforçou a força da corrida em cidades fora dos grandes centros urbanos.
O encerramento da iniciativa aconteceu em Porto Alegre, ao lado da Salve Corre. Um treinão realizado com a comunidade local marcou o fim simbólico de uma jornada que começou nas grandes provas e terminou onde a corrida acontece todos os dias: nas ruas, nos parques e nos encontros promovidos pelos grupos de corrida.
Ao percorrer diferentes regiões do país, a Olympikus encontrou realidades distintas, mas uma característica em comum: a corrida brasileira está cada vez mais conectada ao sentimento de pertencimento. Mais do que reunir atletas em busca de resultados, as crews vêm se consolidando como um dos principais motores de crescimento da modalidade no país.
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