Para quem tem mais de 70 anos, uma coisa é certa: os anos mais felizes não foram os da juventude
Entre o trabalho, a família e as obrigações diárias, muitos não percebem que estão vivendo o que um dia vão relembrar com mais carinho
Muitas vezes pensamos que a maioria das pessoas imagina que vai se lembrar, como os anos mais felizes de sua vida, daqueles momentos repletos de mudanças importantes: o primeiro amor, o início de uma carreira profissional ou o nascimento de um filho.
No entanto, diversas pesquisas sugerem algo bem diferente: quando muitas pessoas mais velhas olham para trás, costumam sentir saudades dos anos mais comuns da meia-idade, aqueles que, na época, pareciam uma simples rotina.
A felicidade não segue o caminho que muitos imaginam
Um dos estudos mais influentes sobre esse tema foi realizado pelos economistas David Blanchflower e Andrew Oswald. Após analisar dados de centenas de milhares de pessoas nos Estados Unidos e na Europa, eles descobriram que o bem-estar costuma seguir uma curva em forma de U. A satisfação é relativamente alta na juventude, cai durante a meia-idade e volta a aumentar a partir dos 50 e 60 anos.
Esse padrão surgiu em inúmeros estudos posteriores e levou os pesquisadores a repensar a ideia de que a felicidade diminui constantemente com o passar dos anos; em muitos casos, os idosos afirmam se sentir melhor do que quando tinham quarenta anos.
O curioso é que, quando se pergunta aos idosos qual etapa de sua vida eles gostariam de reviver, raramente mencionam os grandes acontecimentos. Em vez disso, costumam se lembrar com carinho dos anos dedicados a criar os filhos, compartilhar o dia a dia com o cônjuge ou manter amizades duradouras.
O valor dos dias que pareciam rotineir...
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