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O que é a lesão de isquiotibiais? Entenda o problema que tirou Paquetá da Copa

O atleta foi diagnosticado com a condição após sentir dores intensas e precisar deixar o gramado durante o confronto entre Brasil e Japão

2 jul 2026 - 14h46
(atualizado às 14h49)
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Lucas Paquetá precisou se afastar das oitavas de final da Copa do Mundo após ser diagnosticado com uma lesão muscular de grau dois na região posterior da coxa esquerda (isquiotibiais). O jogador se feriu durante o jogo entre Brasil e Japão, na última segunda-feira (29), quando deixou o campo com dores.

Lucas Paquetá, jogador da Seleção Brasileira na Copa, foi diagnosticado com o problema após deixar o gramado no confronto entre Brasil e Japão
Lucas Paquetá, jogador da Seleção Brasileira na Copa, foi diagnosticado com o problema após deixar o gramado no confronto entre Brasil e Japão
Foto: Reprodução/Instagram/@lucaspaqueta / Bons Fluidos

Pouco depois, então, em nota, a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) informou que o atleta havia passado por exames e confirmou a lesão. "O jogador seguirá um protocolo de tratamento intensivo, acompanhado pela equipe médica da Seleção Brasileira, visando sua recuperação e retorno às atividades no menor tempo possível", destacou o comunicado.

Apesar de a organização não ter citado o prazo de recuperação do atleta, é pouco provável que ele consiga voltar a tempo para o mundial. Isso porque, conforme apontou o médico Ricardo Kirihara, esse tipo de lesão exige de quatro a oito semanas de tratamento. Dependendo do tempo, o tratamento pode levar até 10 semanas.

Entenda a lesão de Paquetá na Copa

Os isquiotibiais são um grupo muscular que compreende a região posterior da coxa e do quadril, sendo responsáveis por realizar a flexão do joelho. Esse tecido, portanto, é fundamental em esportes que envolvem corrida, salto ou mudanças bruscas de direção. A lesão ocorre justamente durante essas atividades, quando há movimentos intensos, como uma queda ou o impulso para correr.

"O músculo é esticado além de sua capacidade normal, resultando em uma ruptura parcial ou completa da unidade musculotendínea. Nesse caso de estiramento ou ruptura dessas estruturas, o paciente sente dor imediata, limitação dos movimentos e, em alguns casos, precisa interromper totalmente suas atividades", explicou Kirihara em seu site.

De acordo com o médico, a condição é relativamente comum e representa cerca de 30% das lesões esportivas, ocorrendo com maior frequência em modalidades como o futebol. O diagnóstico de Paquetá, de grau dois, é considerado uma ruptura parcial. Geralmente, esse tipo exige um tratamento com repouso, aplicação de gelo e uso de analgésicos e anti-inflamatórios. Além disso, pede fisioterapia para recuperar força, flexibilidade e função, e até intervenção com ondas de choque em casos selecionados para estimular a regeneração muscular.

"Após a fase inflamatória, então, o paciente deve iniciar movimentos controlados e exercícios isocinéticos, que promovem a regeneração do tecido muscular e evitam a formação de fibrose. O tratamento cirúrgico pode ser necessário em casos mais graves, especialmente quando há ruptura completa ou afastamento superior a 3 cm entre as extremidades lesionadas. A cirurgia tem como objetivo reconectar o músculo ou tendão e restaurar sua função", esclareceu o especialista.

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