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"Orixá dá caminho": Luana Xavier explica a relação entre candomblé, culpa e responsabilidade

Atriz falou sobre a relação entre doutrina, orixás e escolhas individuais durante participação no programa Sem Censura

19 ago 2026 - 19h31
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Durante participação no programa Sem Censura, da TV Brasil, Luana Xavier falou sobre a relação entre as religiões de matriz africana, responsabilidade e escolhas pessoais. Ao abordar o candomblé, a atriz explicou que a tradição possui uma doutrina própria, mas não trabalha com a ideia de pecado da mesma forma que outras religiões.

Luana Xavier falou sobre candomblé e responsabilidade durante participação no programa Sem Censura
Luana Xavier falou sobre candomblé e responsabilidade durante participação no programa Sem Censura
Foto: Reprodução Instagram/@luaxavier / Bons Fluidos

Como funciona a doutrina

Segundo Luana, cada casa segue orientações dos guias espirituais e dos sacerdotes responsáveis pela doutrina. Além disso, existem regras e responsabilidades que fazem parte da vivência religiosa. No entanto, a atriz destacou que o candomblé não coloca as condutas apenas sob a lógica de culpa e condenação. Dessa maneira, a pessoa também precisa refletir sobre suas próprias escolhas e assumir as consequências de seus atos.

A responsabilidade pelas escolhas

Para Luana, essa perspectiva permite que as pessoas tenham uma relação mais verdadeira consigo mesmas. Afinal, quando alguém enfrenta uma dúvida ou acredita ter tomado uma decisão inadequada, pode procurar orientação dentro da própria casa. Nesse momento, a mãe de santo pode orientar a pessoa a partir do jogo e daquilo que o orixá indica para aquela situação. Assim, a espiritualidade funciona como uma forma de orientação, sem retirar do indivíduo a responsabilidade pelas próprias decisões.

"Orixá dá caminho"

Durante a conversa, Luana também falou sobre a relação com os orixás e destacou a complexidade das histórias associadas a essas entidades. Para ela, essa relação não se resume a julgamento ou punição.

"Orixá dá caminho", afirmou a atriz. Além disso, Luana ressaltou que os orixás não têm, nessa perspectiva apresentada por ela, o papel de culpar ou condenar, mas de orientar diante dos caminhos e escolhas de cada pessoa.

Uma relação diferente com a culpa

Ao longo da participação, Luana reforçou que o candomblé não elimina as responsabilidades individuais. Pelo contrário, a religião orienta a pessoa a assumir suas condutas e a refletir sobre as próprias escolhas. Dessa forma, a atriz apresentou uma visão sobre como a espiritualidade pode participar desse processo de reflexão. Para ela, buscar orientação não significa transferir a responsabilidade, mas encontrar caminhos para tomar decisões.

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