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Novas canetas para diabetes e obesidade chegam ao Brasil; veja todas as opções

Ampliação do mercado traz novas alternativas para os pacientes, mas diferenças entre os medicamentos exigem atenção

14 set 2026 - 14h39
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Resumo
A Anvisa ampliou as opções para diabetes tipo 2 e obesidade no Brasil ao aprovar novos medicamentos injetáveis à base de semaglutida e liraglutida, incluindo os primeiros genéricos, que prometem reduzir custos. Já o Mounjaro (tirzepatida) segue exclusivo por patente. Como cada opção possui indicações específicas, frequências distintas de aplicação (diária ou semanal) e possíveis efeitos adversos, especialistas alertam que a escolha da caneta exige avaliação e acompanhamento médico criterioso.

Quem busca tratamento para obesidade ou diabetes tipo 2 encontra novas opções de medicamentos injetáveis no Brasil. Em 2026, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) concedeu registros a diferentes canetas à base de semaglutida e liraglutida.

Ampliação do mercado traz novas opções de canetas aos pacientes, mas diferenças entre os medicamentos exigem atenção
Ampliação do mercado traz novas opções de canetas aos pacientes, mas diferenças entre os medicamentos exigem atenção
Foto: Love Employee/Getty Images / Bons Fluidos

Com a ampliação do mercado, contudo, também cresce a importância de entender as particularidades de cada medicamento. Afinal, as chamadas "canetas" podem ter princípios ativos, indicações e frequências de aplicação diferentes.

Quais canetas de semaglutida chegaram em 2026?

Conhecida por integrar medicamentos como Ozempic e Wegovy, a semaglutida atua nos receptores de GLP-1 e influencia mecanismos relacionados ao controle da glicose e à sensação de saciedade. A abertura do mercado para novos fabricantes, em março, foi seguida por uma sequência de registros de medicamentos com o princípio ativo. Ao longo de 2026, a Anvisa aprovou dez novas opções:

  • Ozivy, da EMS;
  • Semavy, da Cosmed;
  • Owozy, da Ávita Care;
  • Zempneo, da Brainfarma;
  • Seemasun, da Sun Farmacêutica;
  • Orsema, da Ranbaxy;
  • Semaglutida genérica da EMS;
  • Semaclique, da Germed;
  • Semaglutida genérica da Germed;
  • Yluméc, da EMS.

Entre as novidades estão os dois primeiros genéricos de semaglutida registrados no Brasil. No entanto, a presença do mesmo princípio ativo não significa que todos os produtos tenham autorização para a mesma finalidade. Parte deles, por exemplo, tem indicação para adultos com diabetes tipo 2.

Liraglutida também ganhou novas opções

Ademais, a liraglutida entrou na nova leva de aprovações. Em setembro, a Anvisa autorizou dois medicamentos genéricos produzidos pela EMS, tendo como referência Olire e Linux.

As indicações dos produtos de referência, contudo, são diferentes. Enquanto o Olire é destinado ao tratamento da obesidade, o Linux é usado para diabetes tipo 2. Outra diferença aparece na rotina de aplicação. Isso porque a liraglutida costuma ser administrada diariamente. Já a semaglutida, em geral, tem aplicação semanal.

E o Mounjaro?

A tirzepatida, princípio ativo do Mounjaro, é outra substância usada no tratamento do diabetes tipo 2 e da obesidade, conforme as indicações autorizadas. Diferentemente da semaglutida e da liraglutida, ela age sobre dois hormônios envolvidos no controle metabólico, GLP-1 e GIP.

A substância, contudo, continua protegida por patente no Brasil. Dessa forma, o Mounjaro permanece como a única opção de tirzepatida aprovada pela Anvisa no país. Além das diferenças entre os medicamentos, a resposta ao tratamento varia entre os pacientes. Náusea, refluxo, desconforto abdominal, constipação e outras alterações gastrointestinais estão entre os possíveis efeitos adversos.

O que considerar antes de escolher as canetas?

Com mais medicamentos disponíveis, o preço pode se tornar um dos fatores considerados pelos pacientes. No caso dos genéricos, a legislação brasileira prevê valores pelo menos 35% menores em relação ao produto de referência.

Entretanto, o custo não deve determinar sozinho a escolha. A indicação do medicamento, as condições de saúde, a tolerância aos possíveis efeitos adversos e a possibilidade de manter o tratamento também precisam entrar na avaliação. Por isso, a escolha da caneta e qualquer mudança no tratamento devem ocorrer com orientação e acompanhamento médico.

"A gente precisa avaliar várias coisas, principalmente as comorbidades que o paciente possui. Se é um paciente obeso e diabético, se é um paciente obeso com problemas no fígado ou com problemas cardíacos. Nem sempre a transição é possível", explicou a endocrinologista Alana Rocha em entrevista à 'Folha de São Paulo'. 

Bons Fluidos
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