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No aniversário de Michael Jackson, relembre como o cantor transformou a fama em solidariedade

Ao longo da carreira, artista usou sua visibilidade para apoiar jovens, hospitais, projetos educacionais e diferentes causas humanitárias

28 ago 2026 - 21h40
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Resumo
Além do legado musical, Michael Jackson destacou-se pela intensa filantropia, com doações estimadas em mais de US$ 500 milhões. O artista apoiou dezenas de instituições, visitou hospitais infantis e usou sua fama para liderar causas humanitárias globais, como a composição de "We Are the World", a criação da fundação "Heal the World" e o financiamento de bolsas de estudo, unindo solidariedade direta e mobilização social ao longo de sua trajetória.

Em 29 de agosto, dia em que Michael Jackson completaria 67 anos, sua trajetória pode ser lembrada para além dos palcos. Conhecido mundialmente pela música e pelas performances, o cantor também dedicou parte de sua carreira a iniciativas voltadas a pessoas em situação de vulnerabilidade.

Ao longo da carreira, Michael Jackson usou sua visibilidade para apoiar hospitais, projetos educacionais e diferentes causas humanitárias
Ao longo da carreira, Michael Jackson usou sua visibilidade para apoiar hospitais, projetos educacionais e diferentes causas humanitárias
Foto: Steve Granitz/WireImage / Bons Fluidos

As ações começaram ainda durante sua passagem pelos Jackson 5 e ganharam proporções maiores quando ele iniciou a carreira solo. Ao longo dos anos, Jackson apoiou instituições, participou de shows beneficentes, visitou crianças hospitalizadas e destinou recursos para diferentes projetos.

Segundo o Guinness World Records, em 2000, o artista havia apoiado 39 organizações beneficentes, por meio de doações, patrocínio de projetos ou participação em ações de arrecadação.

A solidariedade próxima de Michael Jackson

Uma das características do trabalho humanitário de Michael era a proximidade com as pessoas que recebiam seu apoio. Isso porque o cantor não se limitava a contribuir financeiramente. Durante sua carreira, ele visitou hospitais infantis em diferentes países.

Em algumas ocasiões, também providenciava ingressos para que pacientes pudessem assistir aos seus shows. Outro exemplo ocorreu em 1984, quando, após sofrer queimaduras durante a gravação de um comercial, Jackson destinou o valor que recebeu da Pepsi ao hospital onde foi tratado. Em seguida, o centro de queimados da instituição recebeu seu nome.

'We Are the World' transformou música em ajuda

Um dos maiores símbolos desse envolvimento humanitário, no entanto, surgiu em 1985, quando Michael Jackson e Lionel Richie escreveram 'We Are the World'. A música reuniu dezenas de artistas e foi criada para arrecadar recursos destinados ao combate à fome na África e à ajuda a pessoas em situação de pobreza nos Estados Unidos.

O projeto se tornou um dos exemplos mais conhecidos de como a indústria musical poderia mobilizar o público em torno de uma causa humanitária. Além disso, mostrou uma característica que acompanharia outras ações de Jackson: utilizar a própria visibilidade para chamar atenção para problemas que ultrapassavam o universo da música.

Uma fundação voltada aos jovens

Em 1992, Jackson criou a 'Heal the World Foundation', inspirada em sua música de mesmo nome. A organização tinha entre seus objetivos ajudar crianças em situação de vulnerabilidade e combater problemas como fome, pobreza, doenças e abuso infantil.

Parte dos recursos da 'Dangerous World Tour' foi destinada à fundação. A organização também enviou ajuda humanitária para diferentes regiões e apoiou jovens que enfrentavam situações de pobreza e doença. Durante o Super Bowl XXVII, em 1993, Jackson aproveitou sua apresentação para promover a iniciativa. O cantor também destinou seu cachê do evento à fundação.

Educação também entrou na lista de causas

A preocupação de Jackson com o futuro dos jovens não ficou restrita à saúde. Em 1986, ele criou um fundo de bolsas ligado ao United Negro College Fund, destinado a estudantes de artes cênicas e comunicação. O projeto recebeu posteriormente novos recursos por meio de apresentações beneficentes.

A dimensão exata da filantropia de Michael Jackson é difícil de determinar porque parte de suas contribuições não foi divulgada publicamente. Algumas estimativas apontam que ele teria destinado mais de US$ 500 milhões a instituições e causas ao longo da vida.

O reconhecimento veio também de diferentes instituições. Em 1984, o então presidente dos Estados Unidos Ronald Reagan entregou ao cantor o Prêmio Presidencial Humanitário. Anos depois, em 1992, Jackson recebeu outra homenagem presidencial por seu trabalho com crianças.

Mais do que os números, porém, as iniciativas ajudam a compreender uma parte importante da trajetória do artista. Entre apresentações, músicas e grandes turnês, Michael Jackson também encontrou maneiras de direcionar sua fama para pessoas que precisavam de ajuda.

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