Nasa revela imagem impressionante de Marte com paredões gigantes esculpidos pelo vento
Registro em alta resolução mostra os mistérios de yardangs, formações rochosas gigantes que podem revelar segredos sobre o passado do Planeta Vermelho
A Nasa divulgou uma imagem inédita em alta resolução de Marte, capturada pelo rover Curiosity, mostrando os "yardangs", paredões gigantes esculpidos pelo vento no Monte Sharp sob a luz azulada da manhã marciana. Ao registrar o feito, a missão bateu o recorde de maior altitude já alcançada por um veículo extraterrestre. As estruturas rochosas intrigam cientistas e podem ter origem em cinzas vulcânicas; o robô deve chegar à base dessas formações em 2027 para coletar amostras e desvendar o mistério.
A agência espacial americana Nasa divulgou o registro mais detalhado já feito de uma impressionante formação de paredões em Marte. Capturada pelo rover Curiosity, a imagem revela as estruturas conhecidas como yardangs sob a iluminação natural das primeiras horas da manhã.
A foto de alta resolução foi enviada à Terra em seis partes e unida posteriormente pelos pesquisadores. Diferentemente do padrão habitual, o registro não passou pelo processamento de cor que simula a luz terráquea. Dessa forma, a paisagem preserva os tons azulados característicos do amanhecer no Planeta Vermelho.
O que são as formações de yardangs?
Esses paredões esculpidos pela ação contínua do vento estendem-se por cerca de 16 quilômetros na região noroeste do Monte Sharp — uma montanha de 5 quilômetros de altura explorada pelo robô desde 2014. Além da foto histórica, a missão alcançou outro marco ao atingir 1 quilômetro de elevação acumulada na subida do Monte Sharp. Trata-se da maior altitude já conquistada por um veículo em solo extraterrestre.
Pistas sobre a água e o passado de Marte
As camadas de rochas do Monte Sharp funcionam como páginas do livro de história geológica marciana. Por meio delas, cientistas já confirmaram que rios e lagos existiram por lá há bilhões de anos. Com o tempo, a água secou e deixou minerais e sais acumulados. Posteriormente, o vento forte removeu partes dessas camadas rochosas, criando o relevo atual. Contudo, a origem exata desses paredões ainda desafia os especialistas.
Ashwin Vasavada, cientista do Laboratório de Propulsão a Jato (JPL) da Nasa, explicou o mistério em torno da estrutura à agência: "A camada parece deslocada. É da cor errada, as camadas estão inclinadas em um ângulo estranho e quase parece que foi colada ali". Sendo assim, uma das principais hipóteses investigadas é que o material seja composto por cinzas de antigas erupções vulcânicas.
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Chegada à formação está prevista para 2027
O Curiosity atravessa atualmente uma área rica em sulfatos e carbonatos, minerais que apontam para fases históricas de seca extrema na superfície. Nesse sentido, a expectativa da Nasa é que o rover alcance a base dos yardangs em 2027. Assim que chegar ao local, o braço robótico do veículo coletará amostras diretamente da rocha para decifrar a formação desses paredões e reconstruir a história do planeta.
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