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Zozibini Tunzi: faça um passeio por 12 looks da Miss Universo

9 dez 2019
11h48
atualizado às 11h57
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Zozibini Tunzi venceu o concurso de Miss Universo 2019, representando a África do Sul. Com discurso antenado com a atualidade, cabelo curtíssimo e negra, a vencedora representa mais do que um rosto e um corpo lindos. De acordo com a comissão julgadora, Tunzi, de 26 anos, foi a competidora mais completa nos testes do desfile e nas intervenções e respostas às perguntas do comitê de seleção. A brasileira Julia Horta ficou entre as 20 finalistas. A porto-riquenha Madison Anderson e a mexicana Sofía Aragón, ficaram em segundo e terceiro lugar, respectivamente.

Zozibini Tunzi (Foto: @zozitunzi/Instagram/Reprodução)
Zozibini Tunzi (Foto: @zozitunzi/Instagram/Reprodução)
Foto: Elas no Tapete Vermelho

Suas palavras confirmam isso: "Eu cresci em um mundo em que uma mulher com a minha pele, a minha aparência e o meu cabelo não era considerada bonita. Isso acaba hoje! Quero que as crianças enxerguem o reflexo dos seus rostos no meu" . Em sua conta no Instagram, também escreveu. "Esta noite uma porta foi aberta e eu não poderia estar mais agradecida por ter sido a pessoa que a atravessou. Que toda garotinha que testemunhou esse momento acredite para sempre no poder de seus sonhos."

O estilista Amir Slama, comentarista do programa ao lado de Renata Fan, elogiou a ganhadora do concurso de beleza. "Ela é linda, engajada e moderna. Tudo a ver com o discurso atual", afirmou. É a terceira vez que a África do Sul vence o Miss Universo. As duas anteriores, porém, eram brancas. Em 2017, ganhou Demi-Leigh Nel-Peters e, em 1978, Margaret Gardiner. A última negra a ganhar o concurso foi a angolana Leila Lopes, em 2011.

Zozibini Tunzi (Foto: @zozitunzi/Instagram/Reprodução)
Zozibini Tunzi (Foto: @zozitunzi/Instagram/Reprodução)
Foto: Elas no Tapete Vermelho

Zozibini Tunzi ganha o título no mesmo ano em que a equipe de rúgbi do país conquistou a Copa do Mundo da modalidade, pela primeira vez com um capitão também negro, Siya Kolisi. Lembrando que o regime de apartheid imposto desde 1948 e que durou, oficialmente, 46 anos, excluía, entre outras coisas, os negros do esporte mais popular do país.

Foi Nelson Mandela, eleito em 1994, que levou a Copa do Mundo para o país, em 1995, e fez com que o time tivesse pelo menos um jogador negro. O então recém-eleito presidente do país, primeiro negro da história, acreditava que podia unificar a nação através da linguagem universal do esporte. O episódio foi retratado no filme "Invictus", como Matt Dimon e Morgan Freeman como protagonistas. Assim, a vitória de Zozibini é, sem dúvida, mais um passo para tentar unificar o país contra o racismo.

Veja 12 looks da vencedora, que trazem elementos étnicos e também universais usados por Zozi.

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Elas no Tapete Vermelho
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