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Transplante de pênis mais complexo do mundo mostra sucesso

Um ano após a operação, o primeiro transplante de pênis, escroto e abdômen teve resultado positivo; veja como foi feito o procedimento

8 nov 2019
17h07
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O primeiro transplante de pênis, escroto e abdômen realizado no mundo mostrou resultado positivo quase um ano e meio depois da realização da operação, refletindo um grande avanço na ciência médica.

Transplante de pênis mais complexo do mundo tem sucesso garantido depois de 1 ano - Foto: Shutterstock
Transplante de pênis mais complexo do mundo tem sucesso garantido depois de 1 ano - Foto: Shutterstock
Foto: Foto: Shutterstock / Minha Vida

Os resultados da complexa cirurgia, que ocorreu em abril de 2018, nos Estados Unidos, foram publicados no jornal The New England Journal of Medicine, na última quinta-feira (7), por médicos do hospital Johns Hopkins.

De acordo com os especialistas, o paciente transplantado já está conseguindo ter ereções, demonstra sensibilidade ao toque e até mesmo é capaz de atingir o orgasmo. Além disso, ele consegue urinar em pé, sem esforços ou frequências anormais.

Divulgado no ano passado, o caso se trata de um militar norte-americano que pisou em uma bomba escondida durante sua patrulha no Afeganistão. Como resultado da explosão, ele perdeu quase toda sua região inferior do corpo: teve ambas as pernas amputadas e a maioria do tecido do abdômen, escroto e testículos foram destruídas.

Como foi feito o transplante de pênis

Segundo os médicos, as artérias da região genital do soldado não seriam capazes de aguentar um transplante de pênis tradicional. Por isso, os especialistas se arriscaram ao realizar o primeiro transplante de pênis, escroto e abdômen, considerado um dos procedimentos cirúrgicos mais complexos da história da Medicina.

Assim, os profissionais pegaram artérias do estômago para revascularizar as artérias penianas e o enxerto necessário, em uma cirurgia que durou 14 horas. A revascularização era essencial para conferir um fluxo sanguíneo adequado na região.

Foram removidos o pênis, escroto e abdômen de um jovem doador, com idade próxima à do soldado. Essas regiões foram ligadas ao corpo do receptor por artérias e veias, além de dois nervos dorsais, que foram juntados aos do enxerto.

Neste caso, os médicos não realizaram o transplante de testículos, a fim de evitar a geração de filhos não relacionados geneticamente com o paciente transplantado.

Veja um vídeo explicativo da operação:

Esperança para acidentes graves

Com sua identidade mantida em sigilo, o paciente comentou aos médicos recentemente que sua rotina voltou ao normal: suas funções genitais foram retomadas e ele vive de maneira independente, com o auxílio de próteses de perna.

De acordo com o Departamento de Defesa dos EUA, cerca de 1,4 mil homens, com menos de 35 anos, sofreram lesões genitais graves entre 2001 e 2013 ao fazerem patrulhas no Afeganistão e no Iraque.

Com os resultados do primeiro procedimento, os cirurgiões do Johns Hopkins Hospital esperam realizar mais 60 transplantes de pênis complexos em breve. A operação pioneira foi realizada gratuitamente, com um valor estimado de, aproximadamente, US$ 350 mil.

Riscos da perda genital

Perder tecido genital pode fazer com que homens tenham problemas ou impossibilidade para urinar pela uretra, além de disfunção sexual e reprodutiva, e transtornos psicológicos, como ansiedade, depressão e pensamentos suicidas.

Atenção: as imagens abaixo podem ser fortes!



Quadro A: reconstrução por tomografia computadorizada da extensão da lesão antes da operação. Quadro B: enxerto. Quadro C: na primeira foto há o enxerto antes do procedimento; posteriormente, imagens clínicas de dias posteriores à operação: 8, 15 e 340 dias pós-operatório. Foto: NEJM, 2019.

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