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Pixar lança animação emocionante sobre autismo

O animador da Pixar Bobby Rubio usou sua experiência com seu filho autista para criar o curta-metragem Float

11 dez 2019
10h47
atualizado às 16h54
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A Pixar acaba de lançar um curta-metragem que mostra a relação entre um menino autista e seu pai, em um mundo criado para eles. O filme visa trazer mais representatividade e união para todas as famílias que têm filhos autistas.

Foto: Divulgação
Foto: Divulgação
Foto: Getty Images / Minha Vida

O curta-metragem Float, de apenas 6 minutos, foi escrito, dirigido e produzido por Bobby Rubio, que se baseou na experiência com o próprio filho para falar sobre a relação de pais com filhos que vivem com essa condição.

Ao fim da história, o animador ainda dedica o curta ao seu filho Alex e todas as famílias: "Obrigado por me tornar um pai melhor! Dedicado com amor e compreensão a todas as famílias que têm crianças consideradas diferentes".

Este e outros seis curta-metragens foram criados para o lançamento do Disney+, plataforma de streaming da Disney que contém produções da Pixar, Marvel e Star Wars. Os curtas fazem parte do Disney Pixar SparkShorts, um projeto experimental que permite que funcionários da Pixar contem suas histórias pessoais nas animações.

O lançamento do Disney+ já aconteceu nos Estados Unidos, Holanda e Canadá, porém, no Brasil, o serviço só estará disponível a partir de 2020.

Como é a relação com pessoas com autismo

A história do curta da Pixar conta, de forma lúdica, como o menino com espectro autista e seu pai se relacionam com o mundo. Muitas pessoas acreditam que os autistas não interagem e se isolam em sua própria realidade, porém isso não é verdade.

"Quando as pessoas falam que os autistas vivem no mundo deles, elas não conseguem compreender a forma como as pessoas querem se comunicar ou interagem com o ambiente e desistem de entender", explica Willian Chimura, programador de 25 anos que também vive com o espectro autista.

Marcos Petry, escritor também com essa condição, afirma que o que se precisa fazer é simplesmente dar "pitadas" de previsibilidade, principalmente explicando algumas nuances da linguagem que muitas vezes são difíceis de captar, como ironias e metáforas.

Veja também:

Você sabe identificar o Transtorno de Espectro de Autismo?

 

Minha Vida
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