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Lilia Cabral revela que já teve síndrome do pânico

Atriz falou sobre o transtorno em entrevista ao cantor Gilberto Gil e descreveu como superou o problema

16 set 2019
17h14
atualizado às 17h45
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Aos 62 anos, a atriz Lilia Cabral revelou que teve síndrome do pânico após perder a mãe, que faleceu devido a um câncer de pâncreas.

Com lágrimas nos olhos, a atriz falou sobre as dificuldades da doença durante uma entrevista inédita, concedida ao programa "Amigos, Sons e Palavras", talk show do cantor Gilberto Gil, no Canal Brasil.

"Quando minha mãe faleceu, o que aconteceu? Eu tive síndrome do pânico. Mas naquela época não se sabia detectar. Era uma angústia que vinha muito forte. O coração bate, bate. E depois que você tem, fica para sempre. Não tenho agora, mas sei a sensação", disse.

Na atração, a artista também discutiu sobre os sentimentos e os sintomas que tinha, lembrando que não sabia como lidar com a morte da mãe.

"Quando ela se foi, era como se eu dissesse assim: 'E agora? O que faço com este sentimento todo?'. Aí veio a taquicardia, o pensamento, a angústia, a necessidade de botar para fora, mas, ao mesmo tempo, para quem? Por quê?", afirmou.

Síndrome do pânico: o que é?

Cada vez mais comum na sociedade, a síndrome do pânico é um tipo de transtorno de ansiedade em que ocorrem crises recorrentes de medo e desespero, mesmo quando não há nada de ruim ou perigoso acontecendo.

Os fatores de risco que incitam as crises costumam ser situações de estresse extremo, morte ou adoecimento de pessoa próxima, mudanças radicais na vida, histórico de abuso sexual ou alguma experiência traumática.

Sintomas

Assim como mencionado pela atriz, os ataques de pânico podem ter sintomas físicos que ocorrem de forma inesperada, chegando a durar de 10 a 20 minutos, dependendo de cada pessoa e da intensidade da crise.

Os efeitos mais frequentes são:

  • Sensação de perigo iminente
  • Medo de perder o controle
  • Sentimentos de indiferença
  • Sensação de estar fora da realidade
  • Dormência e formigamento nas mãos e pés
  • Palpitações, Ritmo cardíaco acelerado e taquicardia ventricular
  • Sudorese
  • Tremores
  • Dificuldade de respirar, falta de ar e sufocamento
  • Hiperventilação
  • Calafrios
  • Ondas de calor
  • Náuseas e vômitos
  • Tontura
  • Dor abdominal
  • Dor no peito e desconforto
  • Dor de cabeça
  • Desmaio.

Uma complicação frequente é o medo de ter outros ataques, de forma que a pessoa acaba evitando situações em que a crise possa ocorrer novamente.

Foto: Denilson Santos / AgNews
Foto: Denilson Santos / AgNews
Foto: Getty Images / Minha Vida

Benefícios da terapia

Na entrevista, Lilia também aproveitou a ocasião para ressaltar a importância que a psicoterapia teve em seu tratamento.

"Quando cheguei ao Rio de Janeiro, comecei a fazer análise. E só fui parar quando fiz o 'Divã' (filme de 2009). Ali, já eram 20 e tantos anos", lembrou.

De fato, a psicoterapia é uma grande aliada para quem busca melhorar aspectos emocionais. A técnica vinda da psicologia auxilia a tratar aflições e promove maior entendimento frente à questões da vida.

O método também ajuda no controle e eliminação de sintomas, como tristeza, ansiedade e estresse que, em níveis desproporcionais, pode prejudicar o cotidiano.

O psicólogo analisa pontos que precisam de atenção no dia a dia, padrões de comportamento e causas que podem estar impedindo o paciente de viver mais feliz.

Quem pode fazer terapia

A psicoterapia ajuda a tratar diversos transtornos psicológicos, como depressão, transtorno de ansiedade generalizada, borderline, transtorno bipolar, transtorno de estresse pós-traumático, entre outros.

Dessa forma, não há limitação para quem pode ou não buscar a terapia. A técnica não é restrita a quem apresenta distúrbios emocionais e todos podem usufruir de seus benefícios para ter uma vida mais satisfatória.

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