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Medicamento inédito contra o Alzheimer é aprovado pela Anvisa; saiba mais

O tratamento, que estimula o sistema imunológico a combater a enfermidade por meio do anticorpo lecanemabe, é recomendado para pacientes em estágio inicial

12 jan 2026 - 13h06
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A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou, no final de dezembro, um medicamento inédito contra a doença de Alzheimer. O tratamento Leqembi, recomendado para pacientes em estágio inicial, ajuda a retardar a progressão da enfermidade e o declínio cognitivo.

O tratamento, que estimula o sistema imunológico a combater o Alzheimer, é recomendado para pacientes em estágio inicial
O tratamento, que estimula o sistema imunológico a combater o Alzheimer, é recomendado para pacientes em estágio inicial
Foto: Aflo Images/アフロ(Aflo) / Bons Fluidos

Como o medicamento combate o Alzheimer? 

De acordo com a organização, o método se baseia no lecanemabe, um anticorpo semelhante aos produzidos pelo próprio organismo para combater vírus e bactérias. Dessa forma, atua estimulando o sistema imunológico a combater a beta-amiloide, substância que se acumula no cérebro e desencadeia a doença de Alzheimer. Ele é indicado para pacientes adultos com diagnóstico clínico de comprometimento cognitivo leve ou demência leve. Ou seja, pessoas na fase inicial da doença.

A Food and Drug Administration (FDA), agência reguladora dos Estados Unidos, aprovou o tratamento em 2023. A chegada do medicamento ao Brasil representa um avanço significativo, pois, até então, não havia no país um fármaco que atuasse diretamente sobre a enfermidade, apenas no controle de suas complicações. Com a nova determinação, portanto, os pacientes passam a ter acesso à infusão intravenosa. A recomendação das instituições é que a aplicação, com duração aproximada de uma hora, ocorra a cada duas semanas.

Eficácia e efeitos adversos

Antes da comercialização, o medicamento foi testado em 1.795 voluntários com Alzheimer em estágio inicial. Os participantes utilizaram o Leqembi por 18 meses. Após esse período, de acordo com um estudo publicado em 2022 no New England Journal of Medicine, os pacientes apresentaram redução no declínio cognitivo. Isso porque o anticorpo conseguiu conter a progressão da doença.

Ao final da pesquisa, os especialistas também identificaram efeitos adversos, como hemorragia e dor de cabeça. Essas reações, no entanto, podem afetar mais de uma em cada dez pessoas. Outro ponto importante, destacado pela Anvisa, é que o tratamento é contraindicado para pacientes que recebem terapia anticoagulante contínua. Com exceção desse grupo, o medicamento é recomendado para combater a condição neurodegenerativa e preservar as funções cerebrais.

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