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Mariana Xavier fala sobre síndrome de impostora; entenda o que é e por que ela surge

Atriz contou que nem sempre teve a autoestima pela qual é conhecida hoje e revelou um desafio emocional que ainda enfrenta em alguns momentos

28 jun 2026 - 12h18
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Muitas pessoas associam a autoestima apenas à aparência física. Mas, na prática, ela costuma ser construída por fatores muito mais profundos. A atriz Mariana Xavier, de 46 anos, conhece bem esse processo. Hoje reconhecida por incentivar reflexões sobre amor próprio, autoconhecimento e aceitação nas redes sociais, ela conta que nem sempre se sentiu segura consigo mesma e que precisou percorrer um longo caminho até desenvolver uma relação mais saudável com quem é.

Mariana Xavier falou sobre autoestima, síndrome do impostor e explicou por que o autoconhecimento é fundamental para a saúde mental
Mariana Xavier falou sobre autoestima, síndrome do impostor e explicou por que o autoconhecimento é fundamental para a saúde mental
Foto: Reprodução/Instagram / Bons Fluidos

Em entrevista à Quem, a artista revelou que durante muitos anos concentrou sua energia em tentar mudar o próprio corpo, deixando em segundo plano outros sonhos e objetivos pessoais. "Sou vista por muita gente como um ícone de autoestima, mas não foi sempre assim. Eu passei uma parte enorme da minha vida lutando com o meu corpo em vez de lutar para realizar os meus sonhos", afirmou.

Autoestima vai muito além da aparência

Para Mariana, sentir-se bem consigo mesma não significa estar satisfeita com a imagem refletida no espelho o tempo todo. Segundo ela, fortalecer a autoestima é um processo contínuo de autoconhecimento, e não algo que acontece de uma hora para outra.

A atriz explicou que ainda enfrenta momentos de insegurança, principalmente quando a ansiedade aumenta e surgem pensamentos relacionados à síndrome do impostor. "O que me pega é quando, por algum motivo, eu estou com ansiedade e começo a ter síndrome de impostora e me sentir uma farsa. Como achar que eu não estou sendo boa o suficiente para conseguir fazer tudo que eu sei que eu tenho habilidade."

Ela também destacou que existem dias em que se sente confiante independentemente da roupa que veste, enquanto em outros nem mesmo mudar o visual é suficiente para afastar a sensação de inadequação. "Tem dia em que visto um trapo e me sinto linda e maravilhosa, vou para qualquer lugar. E tem dia em que eu visto o armário inteiro e a única vontade que eu tenho é de sentar, chorar e apagar a luz para nem eu mesma me ver no espelho... Não existe autocuidado sem autoconhecimento", refletiu.

O que é a síndrome do impostor?

A síndrome do impostor é um fenômeno psicológico caracterizado pela dificuldade de reconhecer as próprias conquistas. Mesmo alcançando bons resultados na carreira, nos estudos ou em outras áreas da vida, a pessoa acredita que seu sucesso aconteceu por sorte ou por influência de terceiros e vive com o medo constante de ser "descoberta" como uma fraude.

Essa percepção costuma gerar ansiedade, insegurança e uma cobrança excessiva sobre si mesmo. Como consequência, muitos passam a trabalhar além do necessário, desenvolvem medo de errar e sentem dificuldade para aceitar elogios ou reconhecer as próprias capacidades.

Quais são os sinais mais comuns?

Embora cada pessoa manifeste o problema de forma diferente, alguns comportamentos aparecem com frequência em quem convive com a síndrome do impostor:

  • Necessidade constante de trabalhar além do limite para provar competência;
  • Tendência à autossabotagem por acreditar que o fracasso é inevitável;
  • Medo de avaliações, críticas ou de se expor;
  • Comparações frequentes com outras pessoas, sempre diminuindo o próprio valor;
  • Necessidade exagerada de agradar a todos para buscar aprovação.

Esses padrões podem aumentar o risco de estresse, ansiedade e até sintomas depressivos, especialmente quando a pessoa acredita que nunca faz o suficiente.

Quando procurar ajuda?

Especialistas recomendam buscar apoio profissional quando esses pensamentos passam a interferir na qualidade de vida, no trabalho, nos relacionamentos ou na saúde mental. O diagnóstico é realizado por psicólogos ou psiquiatras por meio da avaliação clínica, considerando os sintomas, a história de vida e instrumentos específicos que auxiliam na identificação do fenômeno.

O tratamento costuma envolver psicoterapia e, quando necessário, acompanhamento psiquiátrico. O objetivo é ajudar a pessoa a desenvolver uma percepção mais realista sobre suas capacidades, reduzindo a autocrítica excessiva e fortalecendo a autoestima de maneira consistente.

A fala de Mariana Xavier reforça justamente essa ideia: autoestima não significa nunca duvidar de si, mas aprender a lidar com as próprias vulnerabilidades sem permitir que elas definam quem você é.

Bons Fluidos
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