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Mais que um charme de novela: entenda o albinismo na cadelinha que conquistou o público de Quem Ama Cuida

A charmosa Maria Antonieta esbanja elegância ao lado de Isabel Teixeira na trama, mas seus traços únicos acendem um alerta importante sobre a saúde e os cuidados com cães albinos

27 jul 2026 - 16h25
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Quem acompanha a novela 'Quem Ama Cuida' certamente já se encantou com Maria Antonieta. A charmosa companheira de quatro patas de Pilar Brandão, vivida pela atriz Isabel Teixeira, chama atenção não apenas pelos laços e acessórios sofisticados. A personagem também desperta a curiosidade do público por carregar uma condição genética considerada rara: o albinismo.

Conheça Meg, a cachorrinha albina que vive Maria Antonieta na novela Quem Ama Cuida, e entenda o que é o albinismo canino e seus sintomas
Conheça Meg, a cachorrinha albina que vive Maria Antonieta na novela Quem Ama Cuida, e entenda o que é o albinismo canino e seus sintomas
Foto: Reprodução/Globoplay / Bons Fluidos

Fora das telas, a verdadeira estrela se chama Meg. Apresentada pela Globo na sinopse da trama como uma cadelinha albina, ela é da raça Maltês e possui características compatíveis com a condição. Nesse sentido, trata-se de uma alteração genética que interfere diretamente na produção de melanina, o pigmento responsável por dar cor à pele, aos pelos e aos olhos.

O que é o albinismo nos cães?

Em primeiro lugar, vale entender que essa condição é genética e hereditária. Ela ocorre devido a mutações nos genes responsáveis por sintetizar a melanina. Como consequência direta, tanto seres humanos quanto animais com a alteração apresentam pouca ou nenhuma pigmentação em diferentes partes do corpo.

No caso da cadelinha Meg, chamam a atenção detalhes marcantes como:

  • Pelagem totalmente branca;

  • Pele e mucosas com tom rosado;

  • Focinho e bordas dos olhos rosados;

  • Olhos de tom bastante claro.

Por outro lado, não se deve tirar conclusões precipitadas. Segundo o Merck Veterinary Manual, publicação que é referência global na área, o albinismo verdadeiro é bastante raro em cães e precisa ser diferenciado de outras variações de cor. Afinal, o diagnóstico não pode ser feito apenas ao olhar a pelagem, já que diversas raças possuem pelos claros por natureza.

O próprio Maltês, por exemplo, já é uma raça naturalmente branca. Por essa razão, a confirmação do albinismo exige uma avaliação criteriosa de um médico-veterinário, analisando detalhadamente a pigmentação da pele, do focinho, das pálpebras e dos olhos.

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Um post compartilhado por Mary Meg Mel (@mariana.brandao.3914)

Nem todo cachorro branco é albino

É muito comum associar qualquer animal de pelagem clara ao albinismo. Contudo, essa relação nem sempre é verdadeira. Existem diversas outras mutações genéticas responsáveis pela cor branca dos pelos que não possuem qualquer relação com o albinismo.

Nos animais realmente albinos, além do pelo claro, há uma ausência ou redução significativa de pigmentos na pele e nas mucosas. Por isso, especialistas reforçam que a palavra final deve vir sempre de um profissional de medicina veterinária.

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Cuidados essenciais com a saúde do pet

A melanina vai muito além de dar cor ao corpo. Na verdade, ela desempenha um papel fundamental na proteção do organismo contra os raios ultravioleta e ajuda no desenvolvimento visual. Por causa dessa baixa proteção natural, cães albinos exigem uma atenção redobrada no dia a dia.

De acordo com as orientações do Merck Veterinary Manual, cães com essa condição podem apresentar maior sensibilidade à luz solar, tendência a queimaduras e, em determinados casos, alterações na visão.

Para garantir o bem-estar do animal, confira as principais recomendações dos especialistas:

  • Evite o sol nos horários de pico: diminua a exposição prolongada, especialmente nos períodos de maior radiação UV;

  • Acompanhamento frequente: faça visitas regulares ao veterinário para avaliar a saúde da pele e dos olhos;

  • Uso de protetor solar adequado: se for necessário aplicar filtro solar, use apenas produtos recomendados por um profissional. Isso porque os protetores de uso humano podem conter ingredientes tóxicos e perigosos para os cães.

Bons Fluidos
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