Mais que um charme de novela: entenda o albinismo na cadelinha que conquistou o público de Quem Ama Cuida
A charmosa Maria Antonieta esbanja elegância ao lado de Isabel Teixeira na trama, mas seus traços únicos acendem um alerta importante sobre a saúde e os cuidados com cães albinos
Quem acompanha a novela 'Quem Ama Cuida' certamente já se encantou com Maria Antonieta. A charmosa companheira de quatro patas de Pilar Brandão, vivida pela atriz Isabel Teixeira, chama atenção não apenas pelos laços e acessórios sofisticados. A personagem também desperta a curiosidade do público por carregar uma condição genética considerada rara: o albinismo.
Fora das telas, a verdadeira estrela se chama Meg. Apresentada pela Globo na sinopse da trama como uma cadelinha albina, ela é da raça Maltês e possui características compatíveis com a condição. Nesse sentido, trata-se de uma alteração genética que interfere diretamente na produção de melanina, o pigmento responsável por dar cor à pele, aos pelos e aos olhos.
O que é o albinismo nos cães?
Em primeiro lugar, vale entender que essa condição é genética e hereditária. Ela ocorre devido a mutações nos genes responsáveis por sintetizar a melanina. Como consequência direta, tanto seres humanos quanto animais com a alteração apresentam pouca ou nenhuma pigmentação em diferentes partes do corpo.
No caso da cadelinha Meg, chamam a atenção detalhes marcantes como:
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Pelagem totalmente branca;
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Pele e mucosas com tom rosado;
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Focinho e bordas dos olhos rosados;
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Olhos de tom bastante claro.
Por outro lado, não se deve tirar conclusões precipitadas. Segundo o Merck Veterinary Manual, publicação que é referência global na área, o albinismo verdadeiro é bastante raro em cães e precisa ser diferenciado de outras variações de cor. Afinal, o diagnóstico não pode ser feito apenas ao olhar a pelagem, já que diversas raças possuem pelos claros por natureza.
O próprio Maltês, por exemplo, já é uma raça naturalmente branca. Por essa razão, a confirmação do albinismo exige uma avaliação criteriosa de um médico-veterinário, analisando detalhadamente a pigmentação da pele, do focinho, das pálpebras e dos olhos.
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Nem todo cachorro branco é albino
É muito comum associar qualquer animal de pelagem clara ao albinismo. Contudo, essa relação nem sempre é verdadeira. Existem diversas outras mutações genéticas responsáveis pela cor branca dos pelos que não possuem qualquer relação com o albinismo.
Nos animais realmente albinos, além do pelo claro, há uma ausência ou redução significativa de pigmentos na pele e nas mucosas. Por isso, especialistas reforçam que a palavra final deve vir sempre de um profissional de medicina veterinária.
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Cuidados essenciais com a saúde do pet
A melanina vai muito além de dar cor ao corpo. Na verdade, ela desempenha um papel fundamental na proteção do organismo contra os raios ultravioleta e ajuda no desenvolvimento visual. Por causa dessa baixa proteção natural, cães albinos exigem uma atenção redobrada no dia a dia.
De acordo com as orientações do Merck Veterinary Manual, cães com essa condição podem apresentar maior sensibilidade à luz solar, tendência a queimaduras e, em determinados casos, alterações na visão.
Para garantir o bem-estar do animal, confira as principais recomendações dos especialistas:
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Evite o sol nos horários de pico: diminua a exposição prolongada, especialmente nos períodos de maior radiação UV;
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Acompanhamento frequente: faça visitas regulares ao veterinário para avaliar a saúde da pele e dos olhos;
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Uso de protetor solar adequado: se for necessário aplicar filtro solar, use apenas produtos recomendados por um profissional. Isso porque os protetores de uso humano podem conter ingredientes tóxicos e perigosos para os cães.
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