Juliane Vieira, advogada que salvou família de incêndio no PR, recebe alta hospitalar
A advogada Juliane Vieira recebeu alta do Hospital Universitário de Londrina, no Paraná, após três meses de internação
Nesta terça-feira (20), Juliane Vieira, de 28 anos, deixou o Hospital Universitário de Londrina, no norte do Paraná, após três meses de internação. A alta hospitalar foi confirmada pela assessoria do hospital.
A advogada ficou gravemente ferida ao salvar a mãe e o primo, de quatro anos, de um incêndio em um apartamento em Cascavel, no oeste do estado. Desde o início do mês, a família já informava que a jovem apresentava evolução progressiva, estava consciente e respirava sem auxílio de aparelhos.
Nas redes sociais, mensagens de carinho marcaram o momento, tratado por amigos e parentes como uma vitória e o início de uma nova etapa. Amiga de infância, Alanna Koerich expressou a emoção após o longo período de espera. "Ela teve alta! O tanto que eu esperei por esse momento", escreveu. Na publicação, a amiga de Juliane também compartilhou um versículo bíblico: "Eu sou o Senhor, o Deus de toda a humanidade. Haveria alguma coisa impossível para mim?".
Mariana Copceski, afilhada de Sueli Vieira, mãe de Juliane, ressaltou o significado da alta para toda a família. "Que, a partir desse momento, nossa família possa se reunir novamente e construir uma nova história. Como eu estava ansiosa por esse momento. Deus não faz milagres pela metade", afirmou.
Relembre o caso de Juliane Vieira
O incêndio ocorreu na manhã de 15 de outubro, em um apartamento localizado no 13º andar de um prédio no cruzamento das ruas Riachuelo e Londrina, no bairro Country, em Cascavel. Imagens divulgadas nas redes sociais mostraram Juliane do lado externo do edifício, pendurada em um suporte de ar-condicionado, tentando resgatar os familiares.
No imóvel estavam sua mãe, Sueli, de 51 anos, e o primo Pietro, de quatro. Após ajudar os dois a escaparem, a jovem foi resgatada pelo Corpo de Bombeiros. Ela sofreu queimaduras em 63% do corpo. A mãe dela teve queimaduras no rosto e nas pernas, além de ter inalado fumaça e sofrido lesões nas vias respiratórias. Ela permaneceu internada por 11 dias no Hospital São Lucas, em Cascavel. Pietro foi transferido para Curitiba devido à inalação de fumaça e queimaduras nas pernas e nas mãos. O menino ficou 16 dias internado e recebeu alta no fim de outubro.
Durante o resgate, um bombeiro sofreu queimaduras nos braços, mãos e parte das costas, sendo hospitalizado e liberado dias depois. Outro profissional teve queimaduras nas mãos e recebeu atendimento médico.
Juliane Vieira, de 29 anos, ficou em cima do aparelho do ar-condicionado no 13º andar do prédio e conseguiu salvar a mãe e um primo. A boa notícia é que ela está consciente e respira naturalmente após 3 meses do acidente.
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— Balanço Geral (@balancogeral) January 15, 2026