Jane Fonda, hoje aos 88 anos: 'Sempre fui corajosa e sempre preservei uma certa integridade, apesar da minha disposição e do meu talento para me tornar quem meus maridos queriam que eu fosse'
A atriz e ativista refletiu sobre a busca por aprovação nos relacionamentos e o caminho para aprender a definir a própria vida
Ícone do cinema e do ativismo, Jane Fonda revelou que, apesar de sua imagem de coragem, costumava moldar sua identidade para agradar aos maridos. Sem referências de relações democráticas na juventude, a atriz só passou a priorizar a própria voz e a exigir respeito entre os 60 e 70 anos. Embora seus três casamentos tenham terminado, ela afirma não se arrepender do passado, encarando as experiências vividas e a reflexão sobre elas como fundamentais para o seu amadurecimento pessoal.
Jane Fonda construiu uma trajetória que ultrapassa as telas. Vencedora de dois Oscars, a atriz também se destacou, ao longo dos anos, pelo ativismo e pela defesa dos direitos das mulheres.
Não à toa, entre personagens, causas e reinvenções, tornou-se uma inspiração para várias gerações que encontram nela um exemplo de coragem para mudar.
Essa imagem de força, porém, conviveu com dificuldades que ela reconheceu publicamente. Em entrevista a Ari Shapiro, da NPR, em setembro de 2018, durante o lançamento de "Jane Fonda em Cinco Atos", a artista comentou:
"Sempre fui corajosa e sempre preservei uma certa integridade, apesar da minha disposição e do meu talento para me tornar quem meus maridos queriam que eu fosse."
Aprender a existir por conta própria
Jane se referia à tendência de adaptar a própria identidade para agradar aos parceiros.
Ela explicou que, até os 60 anos, não imaginava que uma relação entre homem e mulher pudesse ser democrática: não havia encontrado esse modelo nos casamentos do pai, Henry Fonda.
Por isso, procurava garantir o amor dos homens com quem se relacionava atendendo às expectativas deles. Foi só entre os 60 e os 70 anos que começou a reconhecer que merecia respeito e podia definir a própria vida.
Para a artista, no entanto, isso não significava apagar o passado.
Embora seus três casamentos tenham terminado, ela afirmou que não se arrependia deles e que havia aprendido com cada parceiro. Para Jane, amadurecer também exigia refletir sobre as experiências, em ve...
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