Ivete Sangalo faz desabafo emocionante sobre dificuldades antes da fama: 'Entregava 150 quentinhas de ônibus'
Em entrevista recente, cantora contou que, aos 17 anos, ajudava a sustentar a família enquanto ainda sonhava em construir uma carreira na música
Em desabafo emocionante, Ivete Sangalo relembrou as dificuldades financeiras que viveu aos 17 anos, antes da fama. Após a morte do pai e do irmão, a família enfrentou o luto e a escassez, levando a cantora a entregar até 150 quentinhas de ônibus após a mãe penhorar uma joia para comprar alimentos. A artista destacou que a superação dessa fase foi fundamental para forjar a força, a determinação e a autonomia que moldaram sua trajetória e impulsionaram seu sucesso na carreira musical.
Ivete Sangalo se abriu sobre os desafios que enfrentou antes de se tornar uma das artistas mais conhecidas do país. Em participação no programa 'Angélica Ao Vivo', a cantora revelou que chegou a passar necessidades em casa e, aos 17 anos, ajudava a família vendendo quentinhas.
"A gente foi para o mundo. Chegou um tempo em que eu entregava 100, 150 quentinhas, só que era de ônibus, com o isopor nas costas. Mainha preparava, eu e minha irmã fazíamos as embalagens, colocávamos as quentinhas no isopor, separadas por papelão, e eu seguia um itinerário de ônibus. A última quentinha tinha que ser entregue ao meio-dia", detalhou.
Ivete Sangalo relembra período de dificuldades
De acordo com a cantora, a fase mais difícil começou após a morte do pai. Cinco meses depois, um de seus irmãos também faleceu, após ser atropelado. As perdas abalaram emocionalmente a família e vieram acompanhadas de problemas financeiros.
"Então se instaurou uma decadência emocional mesmo. E aí minha mãe deprimida, o bicho pegando, não pagava condomínio, não pagava luz, não tinha comida. O bicho começou a pegar mesmo, não tinha dinheiro para pegar o ônibus", relembrou.
Como não podiam vender a casa onde moravam, seguindo uma orientação deixada pelo pai, a mãe de Ivete encontrou outra saída. Ela entregou um anel às filhas para que o penhorassem. Com o dinheiro, então, a família comprou alimentos e começou a preparar as quentinhas que seriam vendidas.
"Ela falou: 'Vamos pra rua vender'. E nós saímos. Foi assim que isso nos construiu muito, como indivíduos fortes diante das adversidades [...] Eu acreditava na construção de alguma coisa. Eu já era artista, ainda que não soubesse tanto. Eu gostava de cantar. Sentia que aquilo ali era um aprendizado de construção da pessoa que eu queria ser [...] Eu dizia: 'Bicho, nós já temos o almoço que a gente não tinha'. Então, a quentinha já gerava o nosso almoço", contou.
Mais tarde, essa dedicação e autonomia também apareceram no início da carreira. Segundo Ivete, durante um período, ela própria precisou aprender a administrar a vida profissional enquanto conquistava espaço como cantora.
"Quando eu me dei conta, já tinha os meus fãs, já era cantora, reconhecida. E, na verdade, eu sempre fui muito dona da minha vida. Talvez não desse o dinheiro que se espera ter, mas, quando eu tomei conta, aí foi, né?", concluiu.
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