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Até que ponto, você está preparado para enfrentar a Geração G?

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Quando o dinheiro estava entrando aos montes e a vida estava boa, o americano médio não se importava em como estava conseguindo tanta verba, nem quais os recursos que estavam sendo usados para esse carrossel financeiro. Ganância era palavra de ordem. O impacto das quebras dos bancos e seguradoras no ano passado e a consequente recessão econômica fez com que essas mesmas pessoas passassem a ter verdadeira ojeriza pela avidez sem limite dos empresários. E eis que surge a Geração G, com a letra agora significando generosidade.

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Obviamente que isso não aconteceu da noite para o dia. Na verdade, muitas empresas que "não se importam" já haviam sentido um impacto em suas imagens antes mesmo da crise de 2008, mas hoje empatia, simpatia, proteção e doação estão ditando a vida das pessoas e suas relações com o mercado. Segundo um relatório publicado no primeiro semestre deste ano pela empresa Trendwatching, especialista em analisar novas tendências sociais e econômicas, crises financeiras fazem com que o cidadão queira maior proteção não só sobre seu dinheiro guardado como também em relação aos empregos e seus parceiros. E assim, dar, doar, dividir e colaborar em todos os sentidos, tornam-se exigências e não mais simplesmente qualidades de alguns.

A própria web se tornou um local onde colaboração é essencial e sites como Wikipedia, Flickr e Youtube (e obviamente os milhares de blogs espalhados por aí) são grandes exemplos de distribuição gratuita de conhecimento e partilhamento de informações, típicos desta Geração G.

Como isso porém pode afetar seu lado profissional? Segundo o report, mais do que simplesmente plantar árvores e colaborar com essa ou aquela instituição, as empresas devem começar a ter uma desejo holístico de serem boas e generosas e incorporar isso aos seus próprios funcionários, e finalmente aos clientes, para conseguir de fato atrair essa nova geração. Responsabilidade social começa dentro da empresa, com condições adequadas de trabalho, funcionários registrados e pagamento integral de impostos e benefícios. Daí para plantar uma árvore, há uma grande diferença.

Algumas estratégias podem ser incorporadas aos planos das empresas sem muito custo operacional, nem prejuízo de margem, mesmo porque as corporações também precisam de dinheiro e lucro para sobreviver. O trendwatching coloca algumas tendências bem-sucedidas:

1) Co-doação: usar o cliente para decidir onde e o que será doado ou atrelar doações à compra.

2) Eco-generosidade: mais do que simplesmente tentar limpar ou neutralizar sua pegada ecológica, muitas empresas podem ajudar a corrigir a de outras corporações, dando um passo a mais no processo.

3) Amor-livre: é a arte de dar seus produtos ou algum serviço gratuitamente a seus consumidores e aí valem brochuras, arquivos, relatórios, café ou qualquer coisa que sua imaginação possa pensar.

4) Mordomos de marca: a empresa ajuda o consumidor no ato de adquirir um produto, tornando a vida mais conveniente. Um dos exemplos mostrados no relatório foi o da Diesel que mais do que patrocinar um festival de música ao ar livre na Holanda, montou banheiros com chuveiros e vestiários para as pessoas poderem se arrumar.

5) Perkonomia: "perk" são os agrados que trazem um bem-estar à pessoa. A perkonomia reza justamente desenvolver uma nova leva de privilégios aos clientes como, por exemplo, a Lexus que, em uma turnê de Alicia Keys, criou um estacionamento VIP exclusivo para quem possuísse um carro deste modelo.

6) Tryvertising: é a experimentação levada a um extremo, onde produtos e serviços são integrados à vida diária de uma maneira relevante através de uma experiênca e não simplesmente de uma mensagem publicitária.

7) Atos Aleatórios de Bondade (AAB): nada mais do que surpreender alguns clientes com algum presente relevante atrelado a uma campanha que mostre mais boa vontade do que desejo de vender.

8) Rigidez, não mais: é o ato de derrubar certas regras frias em prol do bem-estar do cliente. Por que aceitar devolução de produtos somente com nota fiscal? Porque cobrar uma noite extra para um late check-in?

Em um país como o Brasil tão acostumado com uma certa falta de cortesia e com seu "jeitinho", a Geração G vem muito a calhar. Não podemos dizer que estamos tão distantes assim dos americanos. A própria reação popular aos descalabros do Congresso, o questionamento de certas práticas de mercados e o crescente interesse em trabalhos sociais e organizações não-governamentais são um sinal que realmente a Generosidade é uma tendência que veio para ficar. O que você vai fazer então, para entrar de cabeça nessa geração?

Fonte: Especial para Terra
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