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Harmonização facial de Vini Jr gera críticas e elogios dos fãs

Vini Jr. mostrou uma nova aparência facial, conquistada recentemente

23 jul 2026 - 11h52
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Resumo
A controversa harmonização facial do jogador Vini Jr. reacendeu debates sobre os limites e benefícios estéticos. O procedimento, realizado antes de um evento em Goiânia, divide opiniões. Especialistas defendem resultados naturais, enquanto alertam sobre os riscos de exageros e a importância de personalizar tratamentos com técnicas como preenchimentos e bioestimuladores. Quando bem-feita, a harmonização melhora proporções faciais de forma discreta. 😉

Mudança fcial do jogador gera especulações e reacende debate sobre harmonização facial

Hoje, a harmonização facial pode promover resultados naturais sem descaracterizar o paciente, tornando eventuais intervenções pouco perceptíveis. Entretanto, não foi o que aconteceu com o jogador da seleção brasileira, Vini Jr.. O atleta passou por um procedimento e recebeu inúmeras críticas, mas também elogios dos fãs, que aprovaram o novo visual. E a pergunta que fica é: até onde as mudanças trazem resultados positivos?

A harmonização facial de Vini Jr.

Foto: Revista Malu

A recente aparição de Vini Jr. em um evento em Goiânia chamou a atenção não apenas pela reconciliação com Virginia Fonseca, mas também por uma aparente mudança em seu rosto.

E a possível harmonização facial evidencia uma tendência crescente na estética: a valorização de resultados naturais, que não denunciem o procedimento nem interfiram na identidade do paciente. "Uma harmonização bem feita é aquela que ninguém percebe, pois fica natural e não interfere na identidade. As pessoas comentam que você está com uma aparência descansada ou mais bonita, mas não conseguem dizer exatamente o motivo", explica Heloise Manfrim, cirurgiã plástica membro titular da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP).

Já quando existe exagero, os olhares são outros, como afirma Manfrim. "Normalmente há perda da naturalidade, excesso de volume na mandíbula, nas maçãs do rosto ou nos lábios, além de uma desproporção entre as estruturas da face."

É preciso cuidado!

A cirurgiã plástica acrescenta que, além da questão estética, aplicações repetidas e sem planejamento podem gerar inflamações, irregularidades e até modificar a anatomia dos tecidos ao longo do tempo. Com isso, as futuras correções ficam mais difíceis. "Hoje, felizmente, a tendência tem sido justamente o contrário do que vimos alguns anos atrás. O objetivo agora é preservar as características do paciente e buscar resultados muito mais naturais", diz.

O sucesso da harmonização

Quando bem indicada e planejada de maneira individualizada, a harmonização facial pode, sim, contribuir para alcançar resultados naturais e equilibrados. Isso porque, ao contrário do que muitas pessoas pensam, não se trata de um procedimento específico, mas sim de um termo criado para definir um conjunto de procedimentos estéticos que visam a melhora das proporções da face. E podem ser adaptada para atender as necessidades de cada paciente.

"Grande parte das vezes, a queixa do paciente foca apenas em uma estrutura específica do rosto. E, na verdade, o incômodo vem da falta de proporção entre diversas estruturas que compõem a face. A harmonização facial consiste em deixar todas estas estruturas harmônicas entre si. E para isso é necessário um diagnóstico preciso da causa da queixa do paciente", explica a cirurgiã plástica Beatriz Lassance, membro da SBCP.

Os injetáveis

Entre os procedimentos compreendidos pela chamada harmonização facial destacam-se principalmente os injetáveis, como preenchedores, toxina botulínica e bioestimuladores de colágeno, mas tecnologias também podem ser utilizadas. Inclusive, esses tratamentos podem e devem ser combinados, pois cada um deles possui uma função e indicação específica. A toxina botulínica, por exemplo, atua na musculatura, evitando contração do músculo e consequentemente as fraturas da pele, porque a face acompanha a movimentação muscular. "Aplicada em pontos estratégicos e com doses personalizadas, a substância pode suavizar marcas de expressão sem comprometer a dinâmica facial. Além disso, há um efeito de prevenção do envelhecimento muito interessante, pois reduzimos a demarcação que essa musculatura causa", diz a dermatologista Flávia Brasileiro, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD). "A paralisia, no entanto, é temporária, pois a função muscular é restaurada conforme a formação de novas junções neuromusculares", detalha a dermatologista.

Preenchedores

Já os preenchedores injetáveis utilizam ácido hialurônico para promover volume em certas regiões da face. "O ácido hialurônico é a substância mais segura entre os preenchedores injetáveis justamente por ser naturalmente produzida pelo organismo" explica Beatriz Lassance

A médica completa e afirma que, para esse fim, o ácido hialurônico passa por um processo conhecido como cross-link, que o torna mais resistente à ação de enzimas naturais de nosso organismo. "Com isso, o produto tem sua absorção dificultada e permanece mais tempo no local aplicado, conferindo volume e sustentação ao rosto."

A dermatologista Paola Pomerantzeff, complementa: "Os preenchimentos podem ser usados para tratar uma série de problemas, como rugas, afinamento dos lábios, linhas finas ao redor da boca. Assim como perda de volume sob os olhos e nas costas das mãos e sulcos nasolabiais". Ela acrescenta que, embora os resultados e a longevidade variem com base no local da injeção e nas características do paciente, geralmente duram entre seis e 12 meses.

Bioestimuladores de colágeno

Paola explica que, como o próprio nome já diz, são substâncias como o Ácido L-Polilático e a Hidroxiapatita de Cálcio que, quando injetadas na pele, induzem uma resposta inflamatória do organismo. Dessa forma, levam à produção de colágeno, melhorando a firmeza.

Mas, quando o assunto é bioestímulo de colágeno, os injetáveis não são a única opção e as tecnologias também podem ser interessantes. "Temos o Volnewmer, por exemplo, que, por meio de radiofrequência monopolar, aquece a derme, chegando até a temperatura de 60°C, o que estimula e reorganiza as fibras de colágeno. Com isso, há melhora da textura e do viço da pele e redução dos sinais de envelhecimento", diz a médica. Outra opção de tecnologia para essa finalidade é o Ignite RF. "Ele entrega a radiofrequência bipolar de diferentes formas. Na superfície, usa a já conhecida tecnologia Morpheus, com microagulhas que emitem calor para rejuvenescimento. E a camada subdérmica também recebe estímulo com a nova ponteira QuantumRF, que proporciona uma poderosa contração tecidual sem causar danos à derme. Assim, temos um efeito lifting expressivo com um tratamento minimamente invasivo, seguro, preciso e eficaz", explica Flávia Brasileiro.

A escolha certa

Dada a enorme variedade de opções, é importante ressaltar que a escolha entre os tratamentos e a possibilidade de combiná-los depende de um exame médico cuidadoso. E também do diagnóstico correto da pele para então definir quais áreas serão tratadas e com quais técnicas. "É muito frequente associarmos técnicas na nossa rotina.

Com a associação, os efeitos são mais expressivos e os resultados são excelentes e mais naturais. Mas cada paciente deve ser tratado individualmente e os resultados variam de pessoa para pessoa", diz Paola Pomerantzeff.

E no caso de atletas, não é preciso se preocupar com impactos na performance esportiva. "Depois de um preenchimento facial, por exemplo, o ideal é evitar atividade física intensa por cerca de 24 a 48 horas apenas. Isso porque, o exercício pode aumentar o inchaço e favorecer hematomas. Já uma cirurgia facial exige um tempo de recuperação bem maior, que varia conforme o procedimento realizado. E no caso de atletas profissionais, esse planejamento deve ser ainda mais cuidadoso, justamente para que o procedimento não interfira na performance.

De forma geral, quando tudo é bem planejado e respeitado o tempo de recuperação, não existe prejuízo para o desempenho esportivo a longo prazo", finaliza Heloise Manfrim.

Revista Malu Revista Malu
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