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Há 2.500 anos, os estoicos encontraram a felicidade em algo que hoje evitamos: ser medíocres

Aristóteles e Marco Aurélio não buscavam dinheiro, fama e glória como sinônimos de sucesso, e talvez devêssemos resgatar esse pensamento o quanto antes.

13 jan 2026 - 11h24
(atualizado às 11h33)
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Foto: Minha Vida

Ficamos impressionados com o sucesso de pessoas como Bill Gates e Oprah Winfrey — ou melhor, com suas fortunas e até mesmo com o que decidem fazer com elas. Mas será que o sucesso é realmente a chave para a felicidade

Aristóteles e Marco Aurélio não almejavam riquezas extraordinárias. O que desejavam era alcançar a valiosa mediocridade — e esse pensamento talvez nunca tenha sido tão atraente quanto agora.

Leia mais: Apenas um desses três tipos de pessoas será verdadeiramente feliz, de acordo com um especialista de Harvard

O que queremos dizer com sucesso em 2025

Embora o sucesso devesse ser um conceito pessoal, a RAE o define como o "resultado feliz de uma ação ou algo empreendido", ou seja, o desfecho satisfatório de uma iniciativa. Hoje em dia, sucesso é sinônimo de fama, dinheiro e produtividade. É isso que chamamos de cultura da correria: uma resposta direta ao medo do fracasso, alimentada por uma lógica de trabalho tóxica.

Durante muito tempo, esse modelo de sucesso, impulsionado pelo capitalismo, foi visto como caminho para a felicidade. Mas há esperança: os indicadores tradicionais de sucesso já não bastam para nos sentirmos realizados. Os mais jovens afirmam que a cultura da correria, com a qual nós — da geração Y — crescemos, "confunde ocupação com produtividade, exaustão com realização e, mais perigosamente, autoestima com sucesso profissional", gerando ansiedade, esgotamento e um vazio existencial que compromete nosso bem-estar.

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