Geração Z enfrenta o dilema dos jovens "Nem-Nem": entenda os fatores econômicos e emocionais por trás do fenômeno
Mais de meio milhão de jovens enfrentam o desafio de não estudar nem trabalhar em meio a um mercado imobiliário inflacionado e pressões na saúde mental.
O fenômeno dos jovens "Nem-Nem" voltou a crescer com a Geração Z, atingindo globalmente cerca de uma em cada cinco pessoas da faixa etária, segundo a OIT. Diferente do passado, quando a falta de vagas era o principal obstáculo, o cenário atual é impulsionado pelo alto custo de vida — como inflação, moradia e transporte — e por desafios de saúde mental, acendendo novos alertas socioeconômicos.
A sigla em inglês NEET (Not in Education, Employment, or Training), popularizada no Brasil como a geração "Nem-Nem" (que nem estuda, nem trabalha), voltou a figurar no centro das discussões sobre juventude e mercado de trabalho. Se no início dos anos 2000 o termo foi associado aos Millennials e frequentemente acompanhado de estigma, a Geração Z vive agora um cenário com contornos semelhantes, porém impulsionado por novas crises.
Segundo dados da Organização Internacional do Trabalho (OIT), cerca de uma em cada cinco pessoas da Geração Z enquadra-se nessa categoria globalmente. Em países como a Espanha, o número ultrapassa meio milhão de jovens entre 15 e 24 anos. Embora os índices absolutos ainda estejam distantes dos picos registrados após a crise financeira enfrentada pelos Millennials há uma década, a tendência volta a acender alertas econômicos e sociais.
O impacto da inflação, da moradia e da saúde mental
Diferente do cenário de vinte anos atrás, em que o obstáculo principal era a escassez de vagas no mercado, os fatores que desestimulam os jovens atuais envolvem custos de vida elevados e desequilíbrios na saúde emocional:
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