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Febre do skincare infantil gera alerta: a busca perigosa de crianças pela "pele perfeita"

Dermatologistas alertam que o uso precoce e excessivo de produtos de skincare por crianças pode causar danos à pele e alimentar a busca por padrões irreais de beleza

8 jun 2026 - 16h27
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O skincare infantil se transformou em uma das maiores tendências de beleza entre crianças e adolescentes nos últimos anos. Impulsionadas por vídeos nas redes sociais, muitas meninas passaram a adotar rotinas de cuidados com a pele cada vez mais complexas, utilizando séruns, máscaras faciais e até produtos antienvelhecimento.

Especialistas alertam para os riscos do skincare infantil excessivo impulsionado pelas redes sociais
Especialistas alertam para os riscos do skincare infantil excessivo impulsionado pelas redes sociais
Foto: Canva / Bons Fluidos

No entanto, especialistas alertam que essa busca precoce pela chamada "pele perfeita" pode trazer riscos tanto para a saúde física quanto para a autoestima.

Como as redes sociais impulsionam o skincare infantil?

Grande parte do crescimento do skincare infantil está ligada ao sucesso de conteúdos sobre beleza em plataformas como TikTok, Instagram e YouTube.

Nesses espaços, influenciadores compartilham rotinas detalhadas de cuidados com a pele, apresentam lançamentos e recomendam produtos que rapidamente se tornam desejo entre os mais jovens.

Além disso, os algoritmos das redes sociais costumam exibir conteúdos semelhantes de forma contínua. Como consequência, crianças e adolescentes ficam expostos repetidamente a mensagens que associam aparência, sucesso e aceitação social.

Por outro lado, dermatologistas lembram que muitas dessas recomendações são voltadas para adultos e não atendem às necessidades da pele infantil.

Quais são os riscos do skincare em excesso?

Embora o autocuidado possa ser positivo, o excesso de produtos pode causar problemas importantes.

Entre os principais riscos apontados pelos especialistas estão:

  • Irritações na pele;
  • Alergias;
  • Dermatites;
  • Sensibilidade excessiva;
  • Danos à barreira de proteção natural da pele;
  • Insatisfação constante com a aparência.

Além disso, muitos produtos populares nas redes sociais contêm ingredientes desenvolvidos para combater sinais de envelhecimento, algo que não faz sentido para crianças.

Nesse sentido, o uso inadequado dessas substâncias pode provocar mais danos do que benefícios.

Quando o skincare deixa de ser cuidado e vira obsessão?

Especialistas utilizam o termo cosmeticorexia para descrever uma preocupação excessiva com a aparência da pele e o uso exagerado de cosméticos. Nesse cenário, o cuidado deixa de ser apenas uma questão de higiene ou saúde e passa a ocupar um espaço desproporcional na rotina da criança.

Da mesma forma, a exposição constante a padrões de beleza idealizados pode gerar inseguranças cada vez mais cedo. Consequentemente, algumas meninas começam a acreditar que precisam corrigir imperfeições que sequer existem.

Como incentivar um skincare infantil saudável?

Os especialistas defendem que crianças não precisam seguir rotinas complexas para manter a pele saudável.

Na maioria dos casos, hábitos simples são suficientes:

  • Lavar o rosto com produtos adequados;
  • Utilizar hidratantes recomendados para a idade;
  • Aplicar protetor solar diariamente;
  • Procurar orientação dermatológica quando necessário.

Além disso, a Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) orienta que o uso de produtos específicos seja feito com acompanhamento profissional, principalmente durante a infância. Pais e responsáveis podem conversar sobre o uso consciente das redes sociais e estimular uma relação mais saudável com a própria imagem.

Skincare infantil exige equilíbrio e orientação

Em suma, o crescimento do skincare infantil reflete a influência cada vez maior das redes sociais na rotina das novas gerações. Embora cuidar da pele seja importante, especialistas alertam que o excesso pode trazer consequências para a saúde e para a autoestima.

Por isso, o principal desafio está em incentivar hábitos saudáveis sem transformar a busca por uma aparência perfeita em uma fonte constante de pressão. Afinal, durante a infância, a prioridade deve ser o bem-estar e não a perseguição de padrões irreais de beleza.

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